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terça-feira, 17 de agosto de 2010

SP: Mulheres aclamam Dilma

S‹o Paulo - SPNesta terça-feira, dia 17, as secretarias de Mulheres das seis centrais sindicais brasileiras (Cut, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGT) promoveram um representativo ato de apoio à Dilma Rousseff.

Cerca de mil trabalhadoras lotaram a Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo, na primeira atividade que contou também com a presença de todos presidentes centrais sindicais brasileiras.

A manifestação, em clima de euforia, foi realizada sob o impacto das últimas pesquisas eleitorais, que colocam Dilma na dianteira, em ampla vantagem contra o candidato conservador José Serra.

Emocionada, Dilma se comprometeu a manter a política de valorização do salário-mínimo, construir, no mínimo, seis mil creches, e criar programas para a infãncia desde o seu nascimento.

Falei pela CTB como presidente em exercício e a Celina Areias representou a secretaria de Mulheres da central. Delegações de diversos estados estiveram presentes, e a expectativa que atos semelhantes se reproduzam Brasil afora.

Antes do evento, as direções das centrais sindicais aprovaram a realização de um grande ato, com cinco mil trabalhadores, organizados pelas centrais sindicais, para entregar a Dilma a agenda dos trabalhadores aprovada na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora realizada em 1º de junho, no Pacaembu.

Todos essas manifestações unitárias do sindicalismo brasileiro são inéditas em se tratando da disputa eleitoral. Está provado, uma vez mais, que só com unidade os trabalhadores podem ser protagonistas na luta política nacional.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O custo SP das privatizações

Uma questão central no debate político da atualidade é o desenvolvimento. O país precisa crescer para gerar empregos e renda,  melhorar a vida das pessoas e enfrentar os estruturais déficits sociais e regionais.

Aqui no estado de São Paulo, a oposição aos tucanos precisa demonstrar, com dados irrefetuáveis, que a política de privatizações, além de alienar patrimônio público na bacia das almas, se transformou em um sério obstáculo para o desenvolvimento paulista.

O custo São Paulo pesa no bolso do cidadão comum, inibe os investimentos e torna menos competitivos diversos segmentos da economia. Em 2009, por exemplo, quem passou pelas rodovias pedagiadas do estado bancou R$ 4,5 bilhões de tarifas, valor superior ao orçamento de alguns estados brasileiros. É uma verdadeira caixa-preta os critérios adotados para se chegar a esses valores abusivos.

Um outro exemplo alarmante, conforme publicado na revista "Carta Capital" de 23 de setembro de 2009 (nº 564), mostra que a revisão dos contratos dos serviços de gás canalizado privatizado provocou um rombo nas contas dos consumidores particulares (famílias e empresas).

Na reportagem citada, empresários grandes consumidores de gás afirmam que uma maracutaia no critério de revisão quinquenal provocou um aumento abusivo das tarifas, gerando, em consequência, uma  elevação exagerada da rentabilidade da empresa.

 A chiadeira tem suas razões. O custo do gás na produção de vidro, por exemplo, corresponde a 25%  do custo total. A complicada fórmula matemática para definir os reajustes, segundo critérios adotados no mundo todo, deveria levar em consideração a base de ativo, a taxa de retorno (custo médio ponderado do capital), os investimentos e os custos de operação.

Para elevar artificialmente as tarifas, a Comgas privatizada, hoje nas mãos da British Gas, infla o valor dos investimentos, subestima o consumo e em vez de usar a base de ativos (que no caso da Comgás seria de R$ 750 milhões), opta pelo chamado valor econômico mínimo (VEM) -  (valor de R$ 1,4 bilhões).

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) alega que a adoção do valor econômico mínimo (VEM) como base da remuneração líquida da Comgas é uma condição contratual estabelecidade em 1999, data da outorga dos serviços.

Não é o que pensam entidades empresariais, que estão inclusive questionando esses critérios de revisão tarifária. Embora  esses números sejam de difícil compreensão para quem não é do ramo,  dirigentes da Fiesp e da Associação Brasileira da Indústria de Vidros (Abividros), grandes consumidores de gás, informam à Carta Capital que essa nova modalidade de cálculo encarece o gás em cerca de 50%. Essa brincadeira toda irriga os cofres da Comgas com um aditivo de R$ 200 milhões por ano.

Como o preço é o dobro do praticado  internacionalmente, algumas empresas preferem operar fora do país. A Votorantim instalou uma nova fábrica de alumínios em Trinidad e Tobago e a Alcoa se bandeou de mala e cuia para o Paraguai.

Esse é um tema que os candidatos ao governo de São Paulo poderiam explorar, até por que Geraldo Alckmin, candidato a perpetuar o reinado tucano no estado, foi um dos coordenadores do programa de privatização paulista.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Independência e Emancipação

Vladimir Acosta (foto) é historiador, filósofo, doutor em Ciências Sociais e professor titular da Universidade Central da vladimir-acosta5Venezuela. Seu livro "Independência e Emancipação - Elites e povo nos processos Independistas hispanoamericanos" , recebeu, por unanimidade, o Prêmio Internacional de Investigação sobre a Emancipação concedido  pelo Conselho Diretivo da Fundação Centro de Estudos Latinoamericanos Rómulo Gallegos.

Comprei o livro, impresso agora no mês de julho, em uma feira em frente ao Museu Símon Bolívar, em Caracas. Durante a viagem de volta li quase todas as suas 251 páginas. Recomendo sua leitura para os interessados na lutas emancipatórias do nosso Continente. 

No início, o professor Acosta mostra que a independência dos EUA foi rápida, de baixo custo, clara e linear no sentido do capitalismo, sem mudanças sociais, no entanto, para negros e índios.

Além disso, os EUA ampliaram bastante o seu território com áreas antes pertencentes à França, à Espanha e à Inglaterra. Conquistaram também metade do território mexicano e em um século se transformaram em potência mundial.

A independência dos países hispânicos, segundo o professor, seguiu outro itinerário. Não tinha claro o caráter capitalista, teve grande desgaste, com decomposição e fragmentação territorial. Tais países ficaram independentes da Espanha e se tornaram, depois, dependentes da Inglaterra.

O livro contextualiza a situação da Europa, com destaque especialíssimo para o ano de 1808. Nesse ano, a França  resolve ocupar Portugal e o rei da Espanha, Fernando VII, permite o trânsito das tropas de Ñapoleão Bonaparte pelo seu país.

Esse fato gerou pelo menos duas consequências:

1) A Família Real portuguesa, aliada e protegida da Inglaterra, transferiu-se para o Brasil de mala e cuia e aproximadamente 20 mil pessoas, fazendo do nosso país a primeira colônia a ser também capital da metrópole; talvez por isso nossa Independência tenha se retardado e assumido outras formas.

2) Napoleão aproveitou a oportunidade e, docemente constrangido, decretou que seu irmão fosse coroado o novo rei da Espanha. Esse fato gerou rebelião do povo espanhol contra o novo rei (crise de 1808 na Espanha), uma das causas, explicará o livro, detonadoras do processo de independência na América hispânica.

De 1808 a 1811, os "criollos" - elite branca nascida na América, se aproveitaram da situação para organizar os movimentos precussores da Independência, organizando as chamadas Juntas Criollas.

As elites criollas queriam se ver livres da Espanha, mas mantendo pardos, negros e índios submissos. Simón Bolívar e Artigas, eles próprios criollos, tinham uma visão mais avançada desse processo.

O professor Vladimir Acosta diz que as elites usam o povo para conquistar a Independência, mas depois submete-os à dominação, agora disfarçada em normas republicanas de igualdade, recriando sob novo marco a maior parte das anteriores formas de exploração.

A luta pela independência hispanoamericano foi um "processo longo, duro, sangrento e conflituoso". Três exemplos: no México houve rebelião popular, derrotada pelo conluio das elites criollas com espanhois. Na Bolívia, luta guerrilheira heróica também foi derrotada. Na Venezuela, guerra civil.

Foi alto o custo para transformar as antigas colônias em novas repúblicas. Estas, dominadas por caudilhos, sempre segundo o livro em tela, que abandonaram os grandes projetos unitários, os projetos da Pátria Grande e Soberana.

O resultado foi a fragmentação em vários países pequenos, isolados uns dos outros por rivalidades mesquinhas e olhos mais voltados para a Europa. Essa situação levou a que essas novas nações fossem submetidas ao neocolonialismo inglês.

Na atualidade a América hispânica comemora o bicentenário da Independência. Para o professor Acosta, com o duplo desafio: concluir o processo de independência e fundir independência com luta das massas por sua emancipação.

Independência, emancipação, justiça, soberania e unidade dos povos do Continente são a base constitutivas da Pátria Grande. O livro conclui com esse chamamento depois de analisar a Independência de todos os países hispânicos, as razões pelas quais eles se fragmentaram territorialmente e procura estabelecer um nexo com a luta contemporanea.

* Obervação: Casa de Rómulo Gallegos ( página: www.celarg.gob.ve  e correio eletrônico: publicaciones@celareg.gob.ve)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Venezuela e sua revolucáo

A Venezuela comemora o bicentenário de sua Independência, prepara-se para as eleicóes parlamentares de 26 de setembro e enfrenta uma nova ofensiva de provocacáo do governo direititista da Colômbia, Uribe.

Neste sábado, dia 24, celebrou-se o aniversário de Símon Bolívar, principal referência de libertacáo do colonialismo espanhol para a Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Panamá e Peru.

Visitamos a casa onde Bolívar nasceu e um museu anexo. Cinco mil pessoas passaram pelo local no sábado. Objetos pessoais, mobília, pinturas, textos, documentos históricos remanescentes do grande líder latinoamericano compóem o acervo das duas casas.

A comemoracáo do aniversário de Bolívar foi associada ao bicentenário da Independência da Venezuela. Sob a lideranca de Cháves, há um notável esforco para se dar um nexo histórico evolutivo entre a Independência e a Revolucáo Bolivariana em curso.  Esse é o sentido das muitas intervervencóes do presidente.

Em meio as celebracóes e a preparacáo das eleicoes, uma provocacáo de Uribe, que tenta passar para a comunidade internacional a fantasiosa versáo de que Chávez seria leniente com a alegada presenca de militantes das Farc na Venezuela.

Tudo isso em meio ao ocaso do governo Uribe, o que levanta a suspeita de tentastiva de interferir no processo eleitoral venezuelano. Quatro milhóes de colombianos vivem na Venezuela.  Há aqui quem ache que isso também pode interferir no quadro eleitoral brasileiro (lembrem-se das declaracóes do vice de Serra).

Parece que hà uma clara relacáo de causa e efeito entre as eleicóes na Venezuela, o aumento da presenca militar dos EUA na regiáo (agora tambèm na Costa Rica) e as ameacas de Uribe.

A revolucáo bolivariana, que procura abrir novas vereadas para o povo, também foi impactada pela crise econômica. Um exemplo: o petróleo, que representa 1/3 do PIB do paìs, teve violenta queda nos precos e isso prejudicou a economia do país. Os precos subirem e a situacao està se normaloizando, para desespero dos opositores.

Apesar disso, a Venezuela tem algumas vulnerabilidades. Precisa importar alimentos e o suprimento de energia elétrica tem suas instabilidades (sáo as tais soberanias alimentar e energética). Diminuindo a oferta dos alimentos e com o problema elétrico, o resultado é difícil para qualquer governo: alimento e energia com oferta controlada, além das suspeitas de desabastecimento criminoso.

A principal voz da oposicáo è a mídia. Os chavistas acuasam também setores empresariais, da cúpula da igreja,  estudantes, ONGS financaidas do estrangeiro  e primncipalmente os EUA, claro.

Mas o que se destaca è a mídia. A guerra midiática aqui é feroz, parece náo haver meio-termo, mas alguns analistas consideram que se o governo enfrenta dificuldades,  a oposicáo também náo tem uma lideranca unificada para se colocar como alternativa.

 A mobilizacáo do PSUV para as eleicóes é muito forte, e emissoras como a Globovision fazem com que a nossa mídia pareca moderada... Os meios a favor do governo (TVs, jornais, emissoras de rádio, náo tem qualquer paralelo com o Brasil, neste ítem perdemos de goleada.

Sáo impressóes rápidas sobre a conjuntura da Venezuela. Chávez prepara a populacáo para o pior - ataque militar da Colômbia e, como resposta, suspensáo da exportacáo de petróleo para os EUA. A tendência, parece, è que náo se chege a esse extremo:  a posse do novo presidente colombiano pode atenuar o atual grau de tensionamento entre os dois países vizinhos.

É a segunda vez que venho aqui (a outra vez faz dois anos) e acho que a sensacáo de relativa melhora é perceptível, mesmo com as sequelas da  crise, embora náo disponha de muitos dados para comparar. A fala de Chávez no III Encontr Nossa América é emblemática: ele disse que é mais fácil ir à lua do que construir o socialismo!

Mudando de assunto: visitamos um morro de Caracas (favelas parecidas com as do Rio, pela topografia) com o novo teléferico, vários vagóes com capacidade para oito passageiros cada um, gratuito, que desfila morro acima levando o pováo.

Dá um friozinho na barriga, quem tem vertigem náo pode se aventurar. A viagem dá uma sensacáo - real! -  de que você está pendurado no alto e olhando o grande vazio abaixo,  sensacáo mais forte, por exemplo,  do que o bondinho do páo-de-acúcar no Rio.

Mas é muito mais interessante do que o famoso telefético caraqueño, principal atracáo turìstica da capital venezuelana. Os trenzinhos sobem morro acima, as pessoas chegam perto de sua casa. O impacto urbanístico é bem maior do que os famosos CEUs da periferia de SP implantados durante a gestáo Marta, principalmente porque toda a regiáo central e arredores da cidade veem as máquinas se movimentando morro acima.

No topo dos morros há vistosas plataformas, coisa bastante moderna. Muitos moradores praticamente precisavam ser alpinistas para chegarem em suas residências, agora sobem no badalado "metrocable", aliás construídos por empreiteiras brasileiras. Essas engenhocas poderiam, por exemplo, subir a Rocinha.

O metrô de Caracas é muito barato (pagamos cinquenta centavos a passagem, algo como vinte centavos de reais no Brasil), e vivem lotados. Para encher um tanque de gasolina nos carros o valor fica em mais ou menos R$ 1,00, isso mesmo, um real!

Já os ônibus sáo bastante velhos, caindo aos pedacos, embora também com tarifas baixas. Os táxis náo usam taxímetros, os valores sáo previamente acertados.  Os que ficam nos estacionamentos dos hoteis enfiam a faca, mas os da rua sáo baratos.   No domingo fomos à La Hatillo, uma cidade parecida com Embu das Artes, regiáo metropolitana de SP.

Lá, além das construcóes históricas, há a venda de artesanatos, roupas, recordacóes da Venezuela, etc. Distante mais ou menos 30 Km do hotel onde estávamos e a tarifa ficou em 70 bolívares, algo como R$ 25,00.

Depois falo mais sobre a semana bolivariana.

domingo, 18 de julho de 2010

Os negócios bilionários da telefonia

O prof. Luiz Carlos Bresser Pereira diz, em artigo publicado hoje, que o Brasil cometeu uma grande tolice: privatizou a telefonia fixa e móvel. A telefonia é um setor  altamente rentável, com lucros fantásticos, bilionários, capitalismo sem risco.

De quebra, é um mercado em gigantesca expansão. Exemplo: há cinco bilhões de celulares no mundo e mais de 180 milhões só no Brasil. É mole? No caso do nosso país, há duas agravantes: o valor das contas telefônicas é uma das mais altas do mundo e o serviço ao consumidor é péssimo.

A telefonia fixa é monopólio natural.  Não tem concorrência (ninguém vai ter dois ou mais cabos telefônicos para escolher a empresa prestadora de serviços). Privatizar para quê?  É entreguismo puro, roubo contra os interesses nacionais.

Bresser admite algum tipo de privatização na telefonia móvel, por ser um segmento em que há concorrência. Ele lembra, no entanto, que a telefonia móvel gera lucros fantásticos,  sem riscos. Para ele, a privatização, neste caso, só poderia ser feita para grupos nacionais.

A briga de portugueses e espanhois para dominar o mercado de telefonia no Brasil deveria, esta sim, servir para colocar no anedotário do país a burrice (para não dizer entreguismo puro!) dos tucanos. Eles é que fazem piada por adquirerem, na bacia das almas, negócio tão vantajoso.

Quem faz todas essas duras críticas não é nenhum estatista radical. É nada mais nada menos do que o prof. Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro do governo FHC. Ele, pelo menos, teve a coragem de fazer auto-crítica!

sábado, 17 de julho de 2010

Código Florestal: debate sem histeria

José Machado é o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente. Já foi deputado estadual e federal pelo PT, duas vezes prefeito de Piracicaba, interior de São Paulo, e presidente da Agência Nacional das Águas (ANA).

Em entrevista concedida ao "blog do Zé Dirceu", teceu considerações sobre relatório do Código Florestal. Destacamos algumas de suas equilibradas opiniões: 

1. "o governo reconheceu que, da maneira como estava, o Código Florestal não podia ser cumprido por conta da grande quantidade de suas exigências. Na verdade, o Código nunca funcionou. Ninguém o respeitava."

2. "Aí, chega um belo dia, a área ambiental diz: 'agora, vai aplicar'. O Ministério Público vai pra cima dos agricultores e começa a punir, a multar, a obrigar o sujeito a fazer o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

3. "O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP), relator do projeto do novo Código Florestal, de uma maneira muito generosa (grifo nosso), fez várias audiências públicas e coletou as muitas insatisfações dos agricultores em todos os cantos deste país. Ele fez um texto procurando, de certa forma, contemplar a todos".

4. Feitas essas considerações importantes, José Machado apontou três pontos críticos na proposta em debate na Câmara:

 a) a liberdade para os estados definirem as áreas de preservação. Nesse item,  Aldo recuou e acatou a proposta, e a matéria fica na esfera federal;

 b) ano de 2008 para anistiar o desmatamento feito em desacordo com o Código - Machado acha que isso só deveria valer para os pequenos proprietários, excluindo-se os grandes;

 c) reservas legais só para propriedades acima de quatro módulos: Machado considera que existem diferentes realidades no país. Vale para estados como São Paulo, mas para o país ele defende a diminuição para um módulo.

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente agrega que uma série de medidas na área urbana, proposta por ele, foi acatada, e o tema deve seguir seu curso, agora com o debate entre as bancadas.

A reprodução de parte dessa entrevista tem o objetivo de mostrar que em polêmicas desse tipo é sempre bom usar as propriedades físicas do vagalume, que produz muita luz e pouco calor, o que garante a sua sobrevivência.

Certos setores da sociedade, incapazes de uma análise multilateral do problema, abastardam suas críticas procurando tachar o relatório do deputado Aldo Rebelo como documento de interesse dos "ruralistas".

As questões da proteção do meio ambiente, do desenvolvimento econômico, da soberania nacional e da justiça social precisam encontrar um ponto de equilíbrio. Nesse sentido, a entrevista de José Machado joga um facho de luz na histeria do debate, fugindo da falsa polarização ambientalista x ruralista.

Clique abaixo para ler o conjunto da entrevista: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=2&Itemid=3

quinta-feira, 15 de julho de 2010

As contradições de Serra

À medida que a campanha se desenvolve, Serra escancara seu perfil de neo-direitista. Sem programa e sem propostas, seu esporte predileto, agora, é acionar sua metralhadora giratória para atacar o atual governo, o futuro governo Dilma, as centrais sindicais e por aí vai.

Em uma reunião com a UGT, nesta semana, ele tachou os dirigentes das centrais sindicais brasileiras de "profissionais da mentira". Tudo porque ele assumiu a paternidade do seguro-desemprego,do FAT e foi impiedosamente desmascarado.

Em uma reunião esvaziada com intelectuais e artistas no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira,  (o portal "O Globo" divulgou que eram aguardadas mais de 300 pessoas e apareceu menos da metade) ele voltou a bater na tecla de que o Brasil se transformou em uma República Sindicalista.

Destemperado, fala que "uma elite sindical alinhada com o governo recebe dinheiro para fazer trabalho político partidário". A ira do tucano é porque a imensa maioria dos sindicalistas brasileiros é contra a sua candidaduta. Tudo pela simples e boa razão de que defender os direitos dos trabalhadores não é, definitivamente, a praia do ex-governador paulista.

Esses discursos raivosos demonstram que o poleiro dos tucanos está parecendo aquele famoso edifício que balança, mas não cai (ainda). Falar em partidarização do Estado é piada, como também é piada o privatista Serra dizer que vai "reestatizar o Estado!?"

Justo ele que, quando prefeito de São Paulo, loteou a administração com ex-prefeitos do interior, escalados para ocupar as sub-prefeituras da Capital e se alinhar com sua facção na luta interna do PSDB.. Uma parte desses sub-prefeitos não conhecia nem a cidade que iriaa "administrar"..

Na base do faço o que eu mando, não faça o que eu faço, esses apadrinhados importados não eram produto de aparelhamento, a escolha deve ter obedecido a estranha lógica meritocrática do tucanato.

No terreno da cultura e das artes,  o candidato peessedebista vociferou contra os patrocínios da Petrobras, achando que, por ser estatal, esses apoios caracterizariam dirigismo cultural, tese que só pode ter sido acalentada nas famosas noites insones do tucano. 

Esse falso campeão da moralidade, quando governador, deitou e rolou com a Sabesp, empresa de saneamento básico paulista.  Usava a empresa para propaganda do seu governo em todo o país. Nesse caso,  tudo era normal, nada a reclamar

Para os amigos tudo, para os inimigos a lei (de talião). Aí já é Dilmais!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Contag formaliza apoio à Dilma

contagdilma

Importante ato realizado nesta terça-feira (13), na sede da Contag, em Brasília, dirigido por Alberto Broch, presidente da entidade que reúne 27  federações, 4 mil sindicatos e 20 milhões de trabalhadores e

 

 trabalhadoras rurais, formalizou o apoio da Contag à Dilma Rousseff.

O auditório totalmente lotado praticamente aclamou Dilma. Todos os estados estavam presentes, além do ministro do Desenvolvimento Agrário, parlamentares (entre eles o deputado federal Daniel Almeida, PCdoB/BA), centrtais sindicais (CTB e CUT), etc.

Foi um ato de peso, um grande impulso para a campanha. O movimento sindical e outros movimentos sociais também já estão articulando eventos semelhantes.

domingo, 11 de julho de 2010

SP: PSDB cobra caro o direito de ir e vir

No Estado de São Paulo há 227 praças de pedágios em 5.215 km. Construir pedágios é a principal obra dos tucanos paulistas. Antes deles, só existiam 40.  E o custo paulista para viajar é salgado. Só em 2009, a sangria dos usuários das estradas paulistas atingiu o montante de R$ 4,55 bilhões!

Como miséria pouca é bobagem, além dos automóveis, ônibus e caminhões, o governo do PSDB resolveu cobrar pedágio também das motos. E não é pouca coisa, não. O valor do pedágio paulista é doze vezes maior do que o das estradas federais.

Uma viagem de São Paulo até São José do Rio Preto, em rodovias paulistas, antes do último aumento, ficava em R$ 118,40!  Um percurso bem maior, ida e volta entre São Paulo e Belo Horizonte, na Rodovia Fernão Dias, federal,  o pedágio cobrado é de R$ 17,60, diferença de espantosos 572%!!!

sábado, 10 de julho de 2010

Situações controversas

lula dilmaVencer eleições presidenciais é uma tarefa complexa, principalmente em um país heterogêneo e imenso como o Brasil. Pelas singularidades do nosso país, é condição indispensável a construção de uma ampla frente política e social para garantir o êxito eleitoral.

Frentes amplas são carregadas de contradições. Trazem dentro de si interesses e objetivos diversos. A engenharia política consiste em consolidar a unidade em meio a diversidade. Não é serviço para amadores.

O palanque de Dilma é nucleado por partidos de esquerda, mas incorpora também forças políticas moderadas e até conservadoras. Tem apoio de praticamente todo o movimento sindical, dos movimentos sociais, da intelectualidade progressista, mas também de diferentes setores empresariais, inclusive de grandes empresários.

Foquei matutando, por exemplo, em duas reuniões públicas da nossa candidata com mulheres da alta sociedade paulista e carioca. Antes, na casa da família Abílio Diniz. Ontem, um almoço na casa de Lily Marinho, viúva do poderoso Roberto Marinho.

Dilma se saiu bem nesses ambientes mais refratários à sua candidatura. A Senhora Lily chegou a dizer que não vai marcar eventos desse tipo com outros candidatos e que veria com bons olhos a vitória de Dilma.

 Essa reportagem, no momento em que escrevo, era a mais acessada e comentada no portal UOL. A vida como ela é. Vencer eleições no Brasil não é brincadeira de criança nem disputa para escolher o orador da turma.

 É preciso ter posição, fazer uma campanha programática, ter rumo e coerência. Mas é preciso saber dialogar com um espectro mais amplo do que imagina a nossa vã consciência. É a regra do jogo. Viajar é preciso. Acumular forças também!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Guerra eleitoral

lula dilmaAlguém disse que na guerra a primeira vítima é a verdade. Nas eleições, as coisas parecem funcionar assim também. As forças em confronto procuram valorizar seus pontos fortes, seus êxitos, suas potencialidades e virtudes.

Os pontos fracos, os problemas e as insuficiências são ou ignorados ou minimizados. É a regra do jogo. Quem busca reverberar e  bater bumbo nos problemas é o lado adversário. O papel clássico da oposição, por exemplo, é procurar com lupa tudo o que pode ser fustigado no campo situacionista. E no Brasil quem cumpre de forma mais clara esse papel é a imprensa.

Um exemplo: o conservador "O Estado de São Paulo" , no seu papel de oposição ao governo Lula e à sua candidata, deu manchete principal à barbeiragem da coordenação da campanha de Dilma, que substituiu o programa protocolado no TSE.

Sem entrar no mérito específico desse caso, o que eu gostaria de destacar é que, logo no início da batalha eleitoral, não seria exatamente o nosso papel jogar água no mesmo moinho do Estadão.

O nosso papel precisa de maioir plasticidade para enfrentar essas cascas de banana. Isso se encarmos a guerra tal como ela é. Devemos concentrar o melhor das nossas energias para desconstruir o candidato da direita, não alimentando querelas dificultadoras de nossa atuação.

 Há uma ampla gama de questões que podem minar a candidatura da direita. Os caras não tem programa, projeto e propostas, apenas repetem que vão melhorar o que Lula já vem fazendo. Se é só para melhorar, não precisa de alguém da oposição, essa é uma verdade acaciana.

Na verdade o programa de Serra acabou virando, com todo o respeito, um programa de Índio, com o obscuro vice finalmente escolhido. Serra até pediu ao deputado que lesse seus textos para não falar bobagem durante a campanha. Isso depois de uma interminável novela.

Tudo isso somado a outros problemas: sem programa, com poucos partidos apoiando, palanques debilitados nos Estados: vai ser uma tarefa hercúlea reverter essas desvantagens comparativas. Não seremos nós que vamos ajudá-los a sair dessa enrascada. 

Guerra é guerra, não devemos dar munição aos adversários nem abrir o flanco para investidas da oposição. Ingenuidade política é pensar o contrário. Numa ampla coalização, com partidos que vão do centro à esquerda, certamente existem contradições.

Mas, como diria o velho Mao, são contradições não antagônicas. A contradição principal, que deve ser o fio condutor de nossa atuação nessas eleições, é derrotar o conservadorismo e avançar nas mudanças. Com Dilma. Tenho dito.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Movimento sindical e eleições

Em sua última reunião, a direção nacional da CTB formalizou o seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. As razões desse apoio derivam da identidade programática da candidata com o movimento sindical brasileiro.

As propostas que Dilma defende contribuem para viabilizar a agenda dos trabalhadores aprovada na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), evento que reuniu quase 30 mil trabalhadores de todos o país no estádio do Pacaembu, em 1º de junho passado.

Para dar efetividade a essa resolução, o movimento sindical brasileiro e a CTB, em particular, precisam associar a massificação do documento aprovado na Conclat com a campanha eleitoral.

Além da sucessão presidencial, em 3 de outubro os brasileiros votarão nos candidatos aos governos dos estados, em 2/3 dos senadores, e nos candidatos a deputado federal e estadual.

Uma ideia interessante é fazer lançamentos estaduais da agenda dos trabalhadores - e do projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho - com os candidatos ao governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa identificados com os trabalhadores.

As direções nacionais das centrais sindicais estão organizando um ato nacional para entrega do documento à Dilma Rousseff. Paralelamente, é possível fazer o mesmo movimento em cada Estado, com ou sem a presença da nossa candidata à presidente, que, por razões óbvias, tem uma agenda muito apertada.Dilma

Fazer esse movimento mais geral e depois se engajar diretamente nas campanhas eleitorais são as tarefas centrais dos sindicalistas. A grande batalha política do ano já começou e durará três meses. Não podemos vacilar. É campanha na rua para garantir a continuidade e aprofundamento do ciclo progressista inaugurado com o governo Lula.

sábado, 3 de julho de 2010

A magia das pesquisas eleitorais

A história sempre se repete. Quando a pesquisa é boa, amplificamos os seus resultados. Quando é ruim, ou escondemos ou a tachamos de falsa. No fundo, as pesquisas se tornaram ferramentas eleitorais, são usadas à torto e à direito para manipular a cabeça das pessoas, incentivar o nosso time e abalar o moral da tropa adversária.

Os institutos de pesquisa sabem disso e fazem a fortuna, principalmente nos períodos eleitorais. Não há quem não conheça a história de pesquisas compradas para influenciar o curso das eleições ou feitas de acordo com o figurino do candidato de preferência. Esse papo rola em todos os lugares.

Os institutos de pesquisa, no entanto, tem um ativo que não podem perder, que é a credibilidade. Embora a memória das pessoas, nesse quesito, seja pequena, uma bola fora sempre arranha o prestígio do órgão pesquisador.

Para manter a credibilidade, as pesquisas e seus institutos, no entanto, trabalham com uma variável estratégica. A pesquisa que fica para a história (e na memória)  é aquela realizada às vésperas da eleição ou na boca-de-urna. Nessas, só dá para manipular dentro da chamada margem de erro.

Dessa forma, o cara pode aprontar durante meses, inverter tendências, distorcer números, prever coisas que jamais se realização. O problema todo se resolve na reta final, com os ajustes. Por isso que acontece cada manchete às vésperas da eleição. "Fulano perdeu 20% em uma semana!", "Beltrano superou sicrano na reta final".

O grand finale é sempre assim. O que ganhou, mesmo quando vítima das pesquisas, comemora a "virada", e o que perdeu, já que perdeu, não adianta reclamar de nada, muito menos das pesquisas. 

As eleições desse ano são ricas em exemplo de resultados contraditórios. Aqui, a famosa lei da matemática segundo a qual a ordem dos fatores não altera o produto não é levada em consideração.

Ao contrário. Aparecem casos em que a degradação de todos os fatores tem como consequência a melhora do produto, uma manipulação tosca como se em política valesse a outra lei da matemática, em que se multiplicar um número negativo por outro também negativo o resultado é positivo.

Assim acontece com o candidato da direita, José Serra. Toda vez que todos os fatores essenciais para a definição do voto do eleitor estão negativos para ele, tem um instituto de pesquisa que o apresenta com viés de alta nas sondagens, com resultados positivos. Na verdade, a única coisa boa da campanha do Serra tem sido os resultados da pesquisa Datafolha. Não dá para não desconfiar...

A poderosa Alemanha

Fiquei estupefato com o chocolate que a Alemanha deu na Argentina. É a terceira partida que ela mete quatro gols nesta Copa (as outras vítimas foram a Austrália e a Inglaterra).

A Alemanha é a maior potência da Europa, cerca de 82 milhões de habitantes e só no século passado perdeu duas guerras mundiais. É um país, por isso mesmo, sempre visto com certa preocupação. Apesar de berço dos comunistas, tenho a impressão de que a direita é sempre muito forte por lá.

Alguém já disse que a Alemanha talvez seja um dos povos mais cultos do mundo. Eles se consideram a "terra dos poetas e pensadores". E tem lá suas razões. Com a reunificação pós-90, a Alemanha é uma espécie de império europeu.

Este país já faturou 103 prêmios Nobel, embora este laurel, principalmente para os que receberam como defensores da paz, esteja meio chamuscado. Na física, só para citar dois gênios, são alemas Einstein e Werher Von Brau. Na música: Beethoven, Bach, Mozart, Brahms, Wagner e por aí vai.

Na filosofia os caras não são fracos: Kant, Hegel, Marx, Engels só para citar alguns. São fortes na pintura e também na literatura, não fazem feio no cinema (Marlene Dietrich é de lá, além de Werner Herzog, Win Wenders, Rainer Werner Fassimber).

A Alemanha ocupa o terceiro lugar no ranking olímpico e é o time mais laureado de futebol da Europa (embora tenham um título a menos que a Itália na Copa).

A Alemanha pode ser campeã mundial pela quarta vez, embora Espanha e Holanda possam jogar água no chope germânico (Uruguai e Paraguai só com a mano de diós).

Pior de tudo é que o Ronaldo Fenômeno, maior artilheiro das copas mundiais com quinze gols, deve perder o trono para o alemão naturalizado Klose. Com os dois tentos que ele fez contra a Argentina, completou catorze e está a um passo de fazer história. Para alegria dos cinco milhões de descendentes alemães que moram no Brasil.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Recordar é viver!

Nivaldo e LulaEsta foto, relíquia resgatada pelo Alexandre Prestes,  tem mais ou menos vinte anos. Eu era presidente do Sintaema, local onde foi feita a foto, o pixaim ainda era preto e farto (hoje é branco e ralo) e o Lula sonhava, algum dia, ser presidente da República.

A CTB e as eleições

A reunião nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), realizada em São Paulo  nos dias 29 e 30 de junho, aprovou o apoio da entidade à pré-candidata Dilma Rousseff.

A opinião dos dirigentes da CTB é que a "Agenda dos Trabalhadores para o Brasil", aprovada na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora em 1º de junho, se identifica com as propostas que a pré-candidata apresenta.

Em uma eleição plebiscitária, colocando em confronto dois projetos antagônicos, a CTB não vacilou e escolheu o seu lado: lutar para unir amplas forças políticas e sociais para manter e aprofundar as mudanças progressistas no país.

Além dessa posição, foi destacado o fato importante de 14 dirigentes da Central estarem licenciados para disputar eleições para o Senado, a Câmara Federal e  as Assembleias Legislativas.

No processo de acumulação estratégica de forças, quadros do movimento sindical podem contribuir, com sua representatividade, experiência e capacidade de luta, para elevar a qualidade do parlamento brasileiro e abrir novos espaços para as demandas dos trabalhadores.

domingo, 27 de junho de 2010

Seleção do Brasil e a magia de seduzir

A verdadeira overdose publicitária durante a Copa do Mundo procura levar ao paroxismo a rivalidade futebolística entre o Brasil e Argentina. A mensagem nada subliminar é de que todo produto é bom se satisfaz ao fanático torcedor brasileiro e humilha nossos hermanos.

Na verdade, Brasil e Argentina são duas potências futebolísticas e a disputa é absolutamente natural. Nesta Copa, por exemplo, há uma imensa torcida, da qual eu participo, para que as duas seleções façam a finalíssima da Copa.

Tudo isso, no entanto, não impediu que um argentino se mostrasse deslumbrado com o Brasil. Não apenas com o futebol, mas com o próprio modo de ser dos celebrados jogadores brasileiros.

A edição digital deste domingo do jornal argentino "Clarin" tem uma bela matéria sobre a seleção brasileira de futebol. O título diz tudo: "O Mundial Invisível - Brasil e a magia de seduzir".

O texto afirma que o Brasil é, entre todas, a seleção mais estrelada, com craques milionários e alguns fenômenos midiáticos globais. Apesar disso, acrescenta o jornalista Carlos Sarraf, a seleção brasileira também é campeã em simpatia e onde quer que vá sempre tem a torcida a seu lado.

Na matéria, o jornalista diz não saber se é no sangue, no gen ou na alma, o fato é que a alegria contagiante da seleção deslumbra a todos. Ao ler o artigo, cheguei a óbvia conclusão: a rivalidade entre Brasil e Argentina deve se limitar apenas as quatro linhas do campo.

No fundo no fundo, deve haver uma admiração recíproca, um encantamento simbiótico entre o samba e o tango.

sábado, 26 de junho de 2010

São Paulo: a hora da virada!

Onze partidos políticos concluíram a mais ampla coligação para as eleições em São Paulo. A chapa terá o senador Aloizio Mercante como candidato a governador pelo PT, o vice será o professor da USP, Coca Ferraz, do PDT, e os dois candidatos ao Senado serão Netinho de Paula, do PCdoB, e Marta Suplicy pelo PT.

Todos os fatores relevantes para a disputa deste ano estão mais favoráveis para a oposição aos tucanos em São Paulo. O produto certamente será melhor, ima disputa acirrada que pode derrotar os tucanos e, de quebra, garante um poderoso palanque para Dilma.

Enquanto a unidade e a boa convivência marcam o campo dilmista no Estado, o PSDB e seu candidato exibem cenas de fraturas cada vez maiores. A última é o traumático desfecho da escolha do vice do ex-governador paulista José Serra.

Irônico, César Maia, um dos caciques do DEM, afirmou que o PSDB acaba de lançar um livro em São Paulo, pela Editora Labirinto, chamado "Estratégia de como Perder Eleições". Promete pular fora do barco se o seu partido não compor a chapa presidencial.

A chapa tipo puro-sangue para as presidenciais, que segundo o mesmo César Maia nunca ganhou eleições desde 1945, provocou um tsunami nas relações entre os dois maiores partidos do conservadorismo brasileiro. Há até a ameaça de racha, tamanho o descontentamento entre os Democratas.

Tem sido assim nas últimas semanas. Só notícia boa no arraial da Dilma e só notícia ruim no poleiro dos tucanos. Uma jornalista da Folha, insuspeita, chegou a afirmar que a baixa resistência do Serra fez com que ele fosse atingido por uma doença oportunista. O agente da patologia atende pelo nome de  Álvaro Dias.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O beijo da morte

Álvaro Dias é senador e seu mandato vai até 31 de janeiro de 2015. Provavelmente esta é a mais forte razão para ele aceitar o "sacrifício" de ser vice de Serra. Perdendo, ele ganha um pouco mais de visibilidade e depois volta docemente constrangido ao Senado.

Mas chapa puro-sangue coagula. Exibe uma renúncia à disputa no Centro-Oeste, no Nordeste e no Norte. Sem contar que no Sudeste também a coisa vai mal para os tucanos, com a exceção, até agora, de São Paulo.

As pesquisas apontam que o melhor desempenho de Serra é no Sul. O nome escolhido é justamente da região onde ele menos precisava de apoio. A justificativa é de que a solução encontrada pode inviabilizar a coligação do PDT de Osmar Dias (irmão de Álvaro) com o PMDB e PT.

A tese é razoável, mas a campanha estava reclamando muito mais do que isso.  O resultado da novela do vice  terá sido pífio. De uma quantidade razoável de palanques problemáticos, o máximo que a candidatura conservadora consegue é equacionar um caso.

É muito pouco para quem já amarga um segundo lugar nas pesquisas. A entrada em cena de Álvaro Dias pode ter sido o beijo da morte de uma candidatura com muitas dificuldades.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dunga: a metamoforse

Mano Menezes, Felipão, Dunga. Parece que a marca dos técnicos de futebol gaúchos é serem durões. Disciplina tática, defesas fortes para não sofrer gol, meio-de-campo compacto e ataques que precisam fazer pelo menos meio gol por partida.

O próprio Dunga, quando da convocação, recebeu muitas críticas pornão ter chamado o Ronaldinho Gaúcho, o Ganso e o Neymar, estrelas do chamado futebol-arte, com certa indisciplina tática para valorizar o talento individual.

O tempo passa e o nosso técnico resolveu peitar nada mais nada menos do que a toda-poderosa Rede Globo. De repente não mais do que de repente o Dunga deixou de ser a Geni e passou a encarnar o símbolo da luta contra o império global das comunicações.

Campanhas são feitas para, entre outras coisas, boicotar a TV Globo e assistir a parte mais importante da Copa no canal alternativo - a Band. O veículo da campanha é a Internet e o seu resultado será mais simbólico do que real - milhares contra milhões.

Mas, para uma Copa meio sem graça é até um aditivo interessante a mais essa campanha. Vou de Luciano do Valle. Bye-bye, Galvão...