sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

FSM IV

Quem já participou, sabe. O Fórum Social Mundial, agora em sua nona edição, é um caos organizado. Ninguém consegue ter uma visão de conjunto. A todo momento encontra-se um ou outro conhecido.
No FSM de Belém (vejam fotos aleatórias abaixo), eu cumpro funções de representação da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Participei de um debate organizado pela Dieese com outras centrais sindicais, falei sobre sobre redução da jornada de trabalho em seminário da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e mediei uma mesa da CTB sobre crise, trabalho e desenvolvimento com a participação de centrais e lideranças da América Latina e do Caribe.
Dos eventos gerais, destaque para a passeata de abertura do FSM, ato com quatro presidentes (Hugo Cháves, Venezuela, Evo Morales, Bolívia, Rafael Correa, Equador, e Fernando Lugo, Paraguai) com os movimentos sociais do campo do MST. A CTB se destacou.
Mais tarde, devido à quantidade de pessoas, não conseguimos participar de outro evento com os quatro presidentes citados e o Lula.
Fora isso, repito, Belém é uma surpresa positiva. Como todas as capitais brasileiras, tem trânsito, violência urbana, mas há espaços como a Docas, Mercado Ver-O-Peso, prédios históricos, imensas e arborizadas praças, culinária com forte presença das tradições índigenas (pato no tucupi, maçinoba - acho que é assim que escreve), além das famosas frutas açai, cupuaçu, acerola, etc. e tal.
O povo aqui puxa muito o "s" como os cariocas, a miscigenação racial incorpora as três cores básicas, dando ao paraense uma síntese muito bonita.
Não tive tempo de participar dos eventos do PCdoB, Cebrapaz e outras atividades do nosso campo político. A CUT, com uma barraca ao lado da nossa (a deles é a casa-grande e a nossa a senzala, de tãopequena).
A Universidade Federal do Pará, centro da FSM, fica na periferia de Bélém, bairro com maior incidência de problemas sociais e de segurança. Mas o policiamento em toda a cidade é muito grande e a coisa está tranquila.
A dança, ouvi agora o nome na TV, é o Caribó, e diversos grupos culturais se apresentam.
Uma cidade como Belém e um Fórum com 70 mil participantes - é só isso o que rola na cidadee, para alegria dos hoteis todos lotados, restaurantes e bares idem, táxis faturando como nunca e, para encanto perceptível dos locais, Belém é hoje uma cidade global, que tribos detodos os lugares do planeta.

FSM III















de

FSM IV

Quem já participou, sabe. O Fórum Social Mundial, agora em sua nona edição, é um caos organizado. Ninguém consegue ter uma visão de conjunto. A todo momento encontra-se um ou outro conhecido.
No FSM de Belém (vejam fotos aleatórias abaixo), eu cumpro funções de representação da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Participei de um debate organizado pela Dieese com outras centrais sindicais, falei sobre sobre redução da jornada de trabalho em seminário da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e mediei uma mesa da CTB sobre crise, trabalho e desenvolvimento com a participação de centrais e lideranças da América Latina e do Caribe.
Dos eventos gerais, destaque para a passeata de abertura do FSM, ato com quatro presidentes (Hugo Cháves, Venezuela, Evo Morales, Bolívia, Rafael Correa, Equador, e Fernando Lugo, Paraguai) com os movimentos sociais do campo do MST. A CTB se destacou.
Mais tarde, devido à quantidade de pessoas, não conseguimos participar de outro evento com os quatro presidentes citados e o Lula.
Fora isso, repito, Belém é uma surpresa positiva. Como todas as capitais brasileiras, tem trânsito, violência urbana, mas há espaços como a Docas, Mercado Ver-O-Peso, prédios históricos, imensas e arborizadas praças, culinária com forte presença das tradições índigenas (pato no tucupi, maçinoba - acho que é assim que escreve), além das famosas frutas açai, cupuaçu, acerola, etc. e tal.
O povo aqui puxa muito o "s" como os cariocas, a miscigenação racial incorpora as três cores básicas, dando ao paraense uma síntese muito bonita.
Não tive tempo de participar dos eventos do PCdoB, Cebrapaz e outras atividades do nosso campo político. A CUT, com uma barraca ao lado da nossa (a deles é a casa-grande e a nossa a senzala, de tãopequena).
A Universidade Federal do Pará, centro da FSM, fica na periferia de Bélém, bairro com maior incidência de problemas sociais e de segurança. Mas o policiamento em toda a cidade é muito grande e a coisa está tranquila.
A dança, ouvi agora o nome na TV, é o Caribó, e diversos grupos culturais se apresentam.
Uma cidade como Belém e um Fórum com 70 mil participantes - é só isso o que rola na cidadee, para alegria dos hoteis todos lotados, restaurantes e bares idem, táxis faturando como nunca e, para encanto perceptível dos locais, Belém é hoje uma cidade global, que tribos detodos os lugares do planeta.

FSM III















de

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

FSM II

Estou com um laptop emprestado e, além disso, tenho dificuldades em digitar em teclados ultra-sensíveis. Sou do tempo da Remington e da Olivetti, aquelas máquinas pesadonas que os datilógrafos tínhamos como ferramenta de trabalho.
Sendo assim - e sem ter repassado as fotos para algum arquivo de imagens - vou ver o melhor momento de escrever sobre o Fórum.

FSM II

Estou com um laptop emprestado e, além disso, tenho dificuldades em digitar em teclados ultra-sensíveis. Sou do tempo da Remington e da Olivetti, aquelas máquinas pesadonas que os datilógrafos tínhamos como ferramenta de trabalho.
Sendo assim - e sem ter repassado as fotos para algum arquivo de imagens - vou ver o melhor momento de escrever sobre o Fórum.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Chove, chuva, chove sem parar

Estou em Belém-PA, no Fórum Social Mundial, representando, com outros companheiros, a CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Nesta terça-feira, dia 27, participei de um seminário do Dieese com as centrais sindicais, no SinproPA.
à tarde, debaixo de um toró, houve a tradicional passeata de abertura, que partiu das Docas até a Praça dos Operários. Passeata longa em que a capa para proteção da chuva providenciada pela CTB tinha a logomarca da Central. Deu sorte!
Conheci um pouco de Belém, e fiquei positivamente surpreso. Há uns prédios históricos, teatros, etc. razoavelmente conservados. Na Docas, uma maravilha: ao lado do rio, há um imenso centro cultural, gastronômico, com venda de artesanatos e produtos locais. Uma beleza, mesmo!!!
Bem, depois falo mais do Fórum e exibo as fotografias que tirei, desde que arrume computador.

Chove, chuva, chove sem parar

Estou em Belém-PA, no Fórum Social Mundial, representando, com outros companheiros, a CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Nesta terça-feira, dia 27, participei de um seminário do Dieese com as centrais sindicais, no SinproPA.
à tarde, debaixo de um toró, houve a tradicional passeata de abertura, que partiu das Docas até a Praça dos Operários. Passeata longa em que a capa para proteção da chuva providenciada pela CTB tinha a logomarca da Central. Deu sorte!
Conheci um pouco de Belém, e fiquei positivamente surpreso. Há uns prédios históricos, teatros, etc. razoavelmente conservados. Na Docas, uma maravilha: ao lado do rio, há um imenso centro cultural, gastronômico, com venda de artesanatos e produtos locais. Uma beleza, mesmo!!!
Bem, depois falo mais do Fórum e exibo as fotografias que tirei, desde que arrume computador.

sábado, 24 de janeiro de 2009

50 anos da Revolução Cubana





Dia 4 de fevereiro, quarta-feira, 14 horas, na sede nacional da CTB (Av. Liberdade, 113, 4º andar, São Paulo), haverá um debate para celebrar os 50 anos da Revolução Cubana. Os palestrantes serão Ramón Cardona (Federação Sindical Mundial, foto pequena) e Ernesto Freire (Central dos Trabalhadores de Cuba, foto maior).
A participação é aberta e o evento servirá para uma reflexão mais ampla sobre a luta dos trabalhadores na América Latina.
Nossos dois convidados estão no Brasil, vão participar do Fórum Social Mundial e cumprirão agenda em São Paulo, acompanhados pelo secretário-adjunto de Relações Internacionais da CTB, João Batista Lemos. É uma oportunidade especial de debater com dois dirigentes sindicais classistas.

Forum Social Mundial


Vou ao FSM, mas não me filio entre os entusiastas deste Woodstock da esquerda. Milhares de pessoas , de reuniões e de temas em debate, sem foco, parecem mais um festival multiculturalista do que a real construção de um outro mundo. Pensar globalmente e agir localmente é a palavra-de-ordem que predomina. Vamos ver que bicho vai dar em Belém do Pará.
A crise do capitalismo, as alternativas ao neoliberalismo na América Latina, as opções para um novo tipo de desenvolvimento, com soberania das nações, democracia, valorização do trabalho, a luta pela paz e contra as guerras, o repúdio ao unilateralismo imperial e a construção de uma nova ordem mundial multilateral, as questões ambientais, em suma, uma gama diversificada de problemas que reclamam soluções.