Os sindicatos dos Metalúrgicos do ABC (principal entidade da CUT no Brasil) e de São Paulo (principal entidade da Força Sindical) realizaram nesta sexta-feira, 8, uma grande manifestação com cerca de 30 mil trabalhadores.
O ato unitário dos dois sindicatos, que chegou a parar a Via Anchieta (estrada que liga São Paulo ao litoral sul paulista) expôs um dramático problema que atinge a economia do país: a perda de espaço da indústria e, em consequência, a diminuição dos empregos industriais.
Muita coisa se pode falar a respeito dessa manifestação, mas neste espaço destaco algumas questões. Em primeiro lugar, ao contrário do discurso de alguns dirigentes nacionais da CUT, a prática fala mais alto e a unidade nesta e em outras batalhas é fundamental.
Enquanto em plano nacional os cutistas falam que não podem abrir mão de seus "princípios" em troca da unidade, os metalúrgicos do ABC, de longe a mais importante vitrine do sindicalismo da CUT, inauguram uma nova etapa de ação unitária bem no coração da central, o ABC.
Quanto ao mérito da luta, também aí os dois sindicatos acertaram. A perversa combinação de juros altos e câmbio valorizado torna as mercadorias produzidas no país mais caras e, com isso, diversos setores da economia, em particular a indústria, perdem competitividade.
A precoce desindustrialização no Brasil, como muitas vozes vem alertando, pode limitar em demasia o crescimento econômico do país. Exportar commodities e outras mercadorias de baixo valor agregado e importar produtos industrializados é um tiro no pé.
Para os trabalhadores, significa a geração de empregos de baixa remuneração e qualidade inferior. As estatísticas apontam que boa parte dos empregos gerados nos últimos anos se situa na faixa até dois salários mínimos, valor muito baixo e incapaz de sustentar um mercado interno robusto.
A agenda unitária do movimento sindical brasileiro precisa reforçar a luta por profundas mudanças na política macroeconômica e por uma vigorosa política de estímulo à indústria, a principal geradora de empregos qualificados e com salários maiores.
Os juros praticados no Brasil precisam acompanhar a média dos países de economia mais avançada e a política cambial não pode flutuar livremente de acordo com os interesses especulativos do setor financeiro. O câmbio precisa ser uma alavanca para aumentar, e não diminuir, a competitividade industrial do país.
A nossa presidenta Dilma Rousseff, até o momento, não tomou iniciativas importantes para desarmar essa armadilha que impede o deslanche da economia nacional. A expectativa é de que ela aprofunde as mudanças e não se limite a fazer mais do mesmo nesta área sensível para o futuro do país.
Opiniões, comentários e notas sobre política, sindicalismo, economia, esporte, cultura e temas correlatos.
sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Dia de mobilizações das centrais sindicais
A CTB participou da manifestação em Brasília, nesta quarta-feira, dia 6, junto com a Força Sindical, Nova Central, UGT e CGTB. A CUT optou por realizar atos próprios em diversos estados, apesar da pauta, em essência, ser a mesma.
Novas manifestações ocorrerão ao longo do mês de julho, todas elas em defesa da redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais, fim do fator previdenciário, regulamentação das terceirizações, pela aprovação das convenções 151 e 158 da OIT, pela reforma agrária, etc.
O ato final, nesta fase, será dia 3 de agosto, quarta-feira, às 10 horas, em frente ao Estádio do Pacaembu. A expectativa é de que 100 mil trabalhadores participem dessa manifestação, que deve seguir em passeata até a Assembleia Legislativa.
O único item pendente é a necessidade de se restabelecer a unidade das centrais sindicais. É legítimo que cada organização tenha sua pauta própria. O que não parece adequado para atual conjuntura é considerar demandas específicas de central um obstáculo intransponível para a mobilização unitária.
Novas manifestações ocorrerão ao longo do mês de julho, todas elas em defesa da redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais, fim do fator previdenciário, regulamentação das terceirizações, pela aprovação das convenções 151 e 158 da OIT, pela reforma agrária, etc.
O ato final, nesta fase, será dia 3 de agosto, quarta-feira, às 10 horas, em frente ao Estádio do Pacaembu. A expectativa é de que 100 mil trabalhadores participem dessa manifestação, que deve seguir em passeata até a Assembleia Legislativa.
O único item pendente é a necessidade de se restabelecer a unidade das centrais sindicais. É legítimo que cada organização tenha sua pauta própria. O que não parece adequado para atual conjuntura é considerar demandas específicas de central um obstáculo intransponível para a mobilização unitária.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A carreira solo da CUT
O presidente nacional da CUT, o eletricitário Artur Henrique, deu um choque no movimento sindical brasileiro ao afirmar que a sua central é diferente de todas as outras, razão pela qual ele propõe o divórcio com o fórum das centrais.
O curto-circuito provocado pelas declarações do dirigente máximo da central petista tensionou seus colegas de direção. Em socorro às teses isolacionistas de Artur Henrique, três dirigentes cutistas (Rosane Silva, Rosana Souza e Dary Beck Filho) dizem que quem divide são as outras cinco centrais, não a CUT.
No esforço inaudito para dar robustez a seus argumentos falaciosos, os três dirigentes sobem no trio elétrico do divisionismo e com notória jactância proclamam que a CUT é diferente porque é forte... Quanta profundidade teórica, quanta lucidez analítica!
Os três mosqueteiros da CUT, em artigo postado no portal da entidade, desembainham a espada e, só agora!, afirmam que as alianças prioritárias da central serão com os movimentos sociais (petistas) e que não vão abrir mão dos sacrossantos princípios da CUT para manter a unidade do sindicalismo brasileiro.
Por último, para dar uma pitada anticomunista ao artigo, os citados dirigentes da CUT fazem uma leitura unilateral da história recente do sindicalismo brasileiro. Afirmam, como se fossem donos da verdade, que o PT sempre esteve do lado certo do movimento sindical, ao contrário dos comunistas.
Certo, para eles, é defender a revogação do artigo 8º da Constituição e, com isso, acabar com a unicidade e a contribuição sindical. Certo para eles é, em nome dos "princípios cutistas", recusar-se a fazer alianças com as demais correntes do sindicalismo nacional.
Uma análise desapaixonada da atual conjuntura aponta em outra direção.A base para a unidade do sindicalismo brasileiro já foi construída - a aprovação, em junho de 2010, da Agenda da Classe Trabalhadora, com a participação importante da própria CUT.
A defesa do desenvolvimento nacional, com democracia, soberania e valorização do trabalho, é o caminho justo para se avançar nas mobilizações e conquistas para os trabalhadores brasileiros. Os atos unitários de 1º de maio e as mobilizações conjuntas já marcadas para este segundo semestre são exemplos disso.
Por tudo isso, é de se aguardar que as cabeças mais lúcidas da CUT revejam esses últimos encaminhamentos da central e contribuam, com sua presença, no necessário esforço para dar maior força à luta dos trabalhadores brasileiros.
O curto-circuito provocado pelas declarações do dirigente máximo da central petista tensionou seus colegas de direção. Em socorro às teses isolacionistas de Artur Henrique, três dirigentes cutistas (Rosane Silva, Rosana Souza e Dary Beck Filho) dizem que quem divide são as outras cinco centrais, não a CUT.
No esforço inaudito para dar robustez a seus argumentos falaciosos, os três dirigentes sobem no trio elétrico do divisionismo e com notória jactância proclamam que a CUT é diferente porque é forte... Quanta profundidade teórica, quanta lucidez analítica!
Os três mosqueteiros da CUT, em artigo postado no portal da entidade, desembainham a espada e, só agora!, afirmam que as alianças prioritárias da central serão com os movimentos sociais (petistas) e que não vão abrir mão dos sacrossantos princípios da CUT para manter a unidade do sindicalismo brasileiro.
Por último, para dar uma pitada anticomunista ao artigo, os citados dirigentes da CUT fazem uma leitura unilateral da história recente do sindicalismo brasileiro. Afirmam, como se fossem donos da verdade, que o PT sempre esteve do lado certo do movimento sindical, ao contrário dos comunistas.
Certo, para eles, é defender a revogação do artigo 8º da Constituição e, com isso, acabar com a unicidade e a contribuição sindical. Certo para eles é, em nome dos "princípios cutistas", recusar-se a fazer alianças com as demais correntes do sindicalismo nacional.
Uma análise desapaixonada da atual conjuntura aponta em outra direção.A base para a unidade do sindicalismo brasileiro já foi construída - a aprovação, em junho de 2010, da Agenda da Classe Trabalhadora, com a participação importante da própria CUT.
A defesa do desenvolvimento nacional, com democracia, soberania e valorização do trabalho, é o caminho justo para se avançar nas mobilizações e conquistas para os trabalhadores brasileiros. Os atos unitários de 1º de maio e as mobilizações conjuntas já marcadas para este segundo semestre são exemplos disso.
Por tudo isso, é de se aguardar que as cabeças mais lúcidas da CUT revejam esses últimos encaminhamentos da central e contribuam, com sua presença, no necessário esforço para dar maior força à luta dos trabalhadores brasileiros.
terça-feira, 28 de junho de 2011
CGTB e UGT realizam congressos
Duas centrais sindicais do Brasil, a CGTB e a UGT, realizam congressos no próximo mês de julho. A CGTB fará o seu VI Congresso de 7 a 9 de julho, no Moinho Santo Antônio, na Móoca, São Paulo. A UGT, por seu lado, realiza o seu II Congresso de 14 a 16 de julho, no Anhembi, também em São Paulo.
São eventos sindicais importantes. Fortalecem a organização de cada uma delas, amplia o debate sobre temas candentes do sindicalismo nacional e com certeza cimentarão uma trajetória de forte unidade que tem marcado a atuação das centrais sindicais no Brasil.
O país tem seis centrais sindicais, legalizadas no governo Lula. Além do reconhecimento formal, importante vitória democrática, o fato mais positivo a ser sempre enfatizado é a grande unidade das centrais em defesa de uma agenda comum para os trabalhadores brasileiros.
O ponto alto da unidade foi a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho de 2010, no estádio do Pacaembu. Essa nova Conclat aprovou uma Agenda que serve de base para a luta em defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
Os atos unificados de 1º de maio e o calendário de mobilizações unitárias, a começar pelo ato de Brasília no próximo dia 6 de julho, consolidam a unidade e abrem novas perspectivas para o dsenvolvimento das lutas e conquistas dos trabalhadores brasileiros.
Ponto fora da curva nesse último período tem sido a insistência da CUT em privilegiar uma agenda própria e mobilizações isoladas, abrindo uma indesejável brecha na unidade do Fórum das Centrais. Para o bem dos trabalhadores brasileiros, espera-se que a carreira solo da CUT não dure muito tempo.
Bom congresso para a CGTB e UGT!
São eventos sindicais importantes. Fortalecem a organização de cada uma delas, amplia o debate sobre temas candentes do sindicalismo nacional e com certeza cimentarão uma trajetória de forte unidade que tem marcado a atuação das centrais sindicais no Brasil.
O país tem seis centrais sindicais, legalizadas no governo Lula. Além do reconhecimento formal, importante vitória democrática, o fato mais positivo a ser sempre enfatizado é a grande unidade das centrais em defesa de uma agenda comum para os trabalhadores brasileiros.
O ponto alto da unidade foi a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho de 2010, no estádio do Pacaembu. Essa nova Conclat aprovou uma Agenda que serve de base para a luta em defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
Os atos unificados de 1º de maio e o calendário de mobilizações unitárias, a começar pelo ato de Brasília no próximo dia 6 de julho, consolidam a unidade e abrem novas perspectivas para o dsenvolvimento das lutas e conquistas dos trabalhadores brasileiros.
Ponto fora da curva nesse último período tem sido a insistência da CUT em privilegiar uma agenda própria e mobilizações isoladas, abrindo uma indesejável brecha na unidade do Fórum das Centrais. Para o bem dos trabalhadores brasileiros, espera-se que a carreira solo da CUT não dure muito tempo.
Bom congresso para a CGTB e UGT!
sábado, 25 de junho de 2011
Meia-noite em Paris
Neste sábado, depois de uma feijoada regada a caipirinha e cerveja, resolvi assistir ao filme "Meia-noite em Paris", de Woody Allen. É o último filme do cara. Presta uma homenagem a Paris, cidade mais visitada do mundo - se milhões de pessoas anualmente vão visitá-la, não podem estar todos enganados...
Os críticos reforcam que o filme é uma declaração de amor a Paris. Concordo. O enredo se desenrola em torno de uma situação especial: o ator principal, um escritor (na foto, ao lado do Rio Sena), consegue viajar por diferentes épocas da história parisiense, encontrando-se com celebrados artistas e interagindo com eles.
Falei do filme só para tirar a matéria elogiosa sobre o título do Santos. Os efeitos combinados da feijoada com os acompanhantes me fizeram cochilar um pouco - e isso atrapalhou a compreensão mais geral do que estava rolando. Mas fica a propaganda do filme ... Quem for vê-lo, certamente não vai se arrepender.
Os críticos reforcam que o filme é uma declaração de amor a Paris. Concordo. O enredo se desenrola em torno de uma situação especial: o ator principal, um escritor (na foto, ao lado do Rio Sena), consegue viajar por diferentes épocas da história parisiense, encontrando-se com celebrados artistas e interagindo com eles.
Falei do filme só para tirar a matéria elogiosa sobre o título do Santos. Os efeitos combinados da feijoada com os acompanhantes me fizeram cochilar um pouco - e isso atrapalhou a compreensão mais geral do que estava rolando. Mas fica a propaganda do filme ... Quem for vê-lo, certamente não vai se arrepender.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Agora quem dá a bola é o Santos
A liturgia do futebol produz esse fenômeno sado-masoquista apelidado de "torcer contra". Torcer contra é sofrer com a alegria do rival e se deleitar com a tragédia futebolística do time dos seus amigos do entorno. Bom é tripudiar sobre as derrotas alheias, às vezes mais até do que as conquistas do próprio time.
Feito o prolegômeno - e num inaudito esforço para exorcizar esse mantra futebolítico de torcer contra -temos que nos curvar a uma realidade: o Santos conseguiu a proeza, que eu julgava impossível, de reproduzir em série craques de futebol bem acima da média.
Ao contrário de outros times, inclusive do Todo Poderoso Timão, que seguem o ritual errático de montar equipes sazonais com medalhões, o Santos trouxe de volta aos campos o futebol-moleque, irreverente, alegre e, não obstante, como dizem os advogados, competitivo e campeão.
Depois de um período em que o torcedor alvinegro praiano era mais conhecido como "viúvas do Pelé", em mais de uma oportunidade surgem, como raio em céu azul, os Robinhos & Diegos, os Neymares & Gansos, jovens craques que do dia para a noite ocupam o panteão reservado aos monstros sagrados do futebol.
Parabéns ao Santos, o novo rei da América! Parabéns a Neymar e Ganso, os dois maiores jogadores de futebol do Brasil da atualidade!
Feito o prolegômeno - e num inaudito esforço para exorcizar esse mantra futebolítico de torcer contra -temos que nos curvar a uma realidade: o Santos conseguiu a proeza, que eu julgava impossível, de reproduzir em série craques de futebol bem acima da média.
Ao contrário de outros times, inclusive do Todo Poderoso Timão, que seguem o ritual errático de montar equipes sazonais com medalhões, o Santos trouxe de volta aos campos o futebol-moleque, irreverente, alegre e, não obstante, como dizem os advogados, competitivo e campeão.
Depois de um período em que o torcedor alvinegro praiano era mais conhecido como "viúvas do Pelé", em mais de uma oportunidade surgem, como raio em céu azul, os Robinhos & Diegos, os Neymares & Gansos, jovens craques que do dia para a noite ocupam o panteão reservado aos monstros sagrados do futebol.
Parabéns ao Santos, o novo rei da América! Parabéns a Neymar e Ganso, os dois maiores jogadores de futebol do Brasil da atualidade!
domingo, 19 de junho de 2011
Lúcia Moura, uma agricultora de luta!
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe (Fetase) marcou para a próxima 3ª feira, 21 de junho, a assembleia geral para deliberar pela filiação da entidade à CTB. A Fetase representa 74 sindicatos, tem 200 mil trabalhadores na base e é presidido por Lúcia Moura.
No Encontro Sindical do PCdoB de Sergipe, realizado neste sábado, dia 18, Lúcia demonstrou desenvoltura e capacidade política. Participou da mesa do Encontro e reafirmou o seu compromisso com o partido.
A filiação de sua entidade à CTB vai reforçar a luta pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, duas questões essencias para a Contag. Fortalece também o protagonismo da CTB na luta por uma Contag forte, unitária e combativa.
A filiação de sua entidade à CTB vai reforçar a luta pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, duas questões essencias para a Contag. Fortalece também o protagonismo da CTB na luta por uma Contag forte, unitária e combativa.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Netinho de Paula firme e forte!
O Vereador Netinho de Paula (PCdoB/SP) foi absolvido pelo plenário da Câmara Municipal de São Paulo da falsa acusação de problemas em sua prestação de contas da verba de gabinete. A origem da denúncia, com claro viés de perseguição política, foi uma tentativa de retaliação de certos setores da edilidade paulistana insatisfeitos com a derrota na eleição da Mesa.
Como se sabe, Netinho de Paula é o primeiro-secretário da Câmara, integrante de uma chapa que derrotou o grupo fisiológico conhecido como "centrão", aliado do PT há algum tempo. Em represália, esses setores buscam desgastar a imagem de Netinho, pré-candidato do PCdoB à prefeitura de São Paulo.
De origem humilde, Netinho morou na Cohab de Carapicuíba e ainda criança trabalhou como vendedor de doce. Foi uma das estrelas do grupo de pagode "Negritude Jr.", o primeiro negro a ser apresentador de uma grande emissora de TV.
Netinho de Paula se filou ao PCdoB e nas eleições municipais de 2008 foi eleito vereador com mais de 84 mil votos. Em 2010 obteve 7,7 milhões de votos para o Senado. Deu valiosa contribuição para a campanha de Dilma no Estado de São Paulo. Hoje é uma das mais fortes lideranças políticas no Estado.
Pela sua trajetória política e os compromissos com o povo, Netinho desperta admiração e reconhecimento de amplos setores da sociedade. Mas há quem não engula o seu prestígio e busca razões torpes para dificultar sua atuação parlamentar.
O mais estranho de tudo isso é que a maioria dos vereadores do PT (seis de uma bancada de onze), apesar da lealdade com que a bancada do PCdoB trata os petistas nas mais variadas circunstâncias, patrocinou uma Comissão Processante que, no limite, poderia suspender ou cassar o mandato de Netinho.
Como se sabe, Netinho de Paula é o primeiro-secretário da Câmara, integrante de uma chapa que derrotou o grupo fisiológico conhecido como "centrão", aliado do PT há algum tempo. Em represália, esses setores buscam desgastar a imagem de Netinho, pré-candidato do PCdoB à prefeitura de São Paulo.
De origem humilde, Netinho morou na Cohab de Carapicuíba e ainda criança trabalhou como vendedor de doce. Foi uma das estrelas do grupo de pagode "Negritude Jr.", o primeiro negro a ser apresentador de uma grande emissora de TV.
Netinho de Paula se filou ao PCdoB e nas eleições municipais de 2008 foi eleito vereador com mais de 84 mil votos. Em 2010 obteve 7,7 milhões de votos para o Senado. Deu valiosa contribuição para a campanha de Dilma no Estado de São Paulo. Hoje é uma das mais fortes lideranças políticas no Estado.
Pela sua trajetória política e os compromissos com o povo, Netinho desperta admiração e reconhecimento de amplos setores da sociedade. Mas há quem não engula o seu prestígio e busca razões torpes para dificultar sua atuação parlamentar.
O mais estranho de tudo isso é que a maioria dos vereadores do PT (seis de uma bancada de onze), apesar da lealdade com que a bancada do PCdoB trata os petistas nas mais variadas circunstâncias, patrocinou uma Comissão Processante que, no limite, poderia suspender ou cassar o mandato de Netinho.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
36 Dias de Greve na Volks do Paraná
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (base territorial com 25 cidades) dirige uma greve na Volkswagen que completa trinta e seis dias nesta quinta-feira. O presidente da entidade, Sérgio Butka, convocou nova assembleia para 14 horas desta sexta-feira, 10, para definir os rumos do movimento.
Para a Volkswagen, o sindicato reivindicou uma PLR de R$ 12 mil. Na contramão das outras montadoras, a empresa ofereceu uma PLR bem abaixo, no valor de apenas R$ 4,6 mil para a 1ª parcela. Diante do impasse, os trabalhadores da Volks se mantém em greve há 36 dias.
UMA EMPRESA PODEROSA
A Volks é uma empresa poderosa. Suas unidades no Brasil faturaram em 2007 R$ 21,2 bilhões. É a terceira maior do grupo, atrás apenas da China (primeira) e da Alemanha. Desde o primeiro fusca nacional de 1959 até hoje, a Volks já produziu mais de 17 milhões de unidades e é a quinta maior exportadora do Brasil.
A empresa tem cinco unidades no Brasil. Desde novembro de 1959 opera em São Bernardo do Campo, hoje com 16 mil trabalhadores entre efetivos e terceirizados. Produz 1300 unidades por dia (Gol, Fox Exportação, Polo, Polo Sedan, Saveiro e Kombi).
A unidade de Taubaté (janeiro de 1976) tem quatro mil funcionários e produz mil carros por dia (Gol e Parati). Resende (novembro/1996) produz 175 caminhões e ônibus por dia e tem 3.700 funcionários. A unidade de São Carlos (outubro/1996) produz 2.470 motores/dia e tem 500 funcionários.
A greve de 36 dias ocorre na Volks de São José dos Pinhais (janeiro/1999), que conta com 3.600 metalúrgicos e produz 810 veículos por dia (Golf, Fox Exportação e Cross Fox). Segundo o sindicato, no período da greve deixaram de ser produzidos 22.150 veículos, prejuízo estimado de R$ 1,1 bilhão!INTRANSIGÊNCIA PATRONAL
Sérgio Butka, que preside o sindicato e também a Força Sindical do Paraná, reitera que o sindicato está disposto a encontrar uma solução negociada para a prolongada greve. O movimento cobra um elevado esforço dos trabalhadores e o que fica claro é a intransigência patronal, que prefere o prejuízo econômico do que ceder às demandas dos trabalhadores.
Não se sabe quanto tempo ainda durará o movimento paredista. O certo é que a combativa greve dos metalúrgicos da Volks de São José dos Pinhais merece a solidariedade de todos os trabalhadores brasileiros e serve de estímulo a todas as categorias que lutam por melhores salários.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente
Dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi consagrada pela resolução da Conferência das Nações Unidas de 15 de dezembro de 1972. A definição da data foi produto de uma justa preocupação que, crescentemente, passa a ocupar o topo da agenda mundial - a questão ambiental.Isso não significa, todavia, que haja um consenso universal sobre a matéria. A verdade é que a temática ambiental também integra a lista de contenciosos entre os países, refletindo interesses contraditórios de cada um deles.
Um exemplo é o desenvolvimento sustentável. A expressão foi cunhada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992. A Conferência aprovou um conceito amplo, segundo o qual todos os países deveriam conciliar desenvolvimento econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas.
A Eco-92 também apontou os principais responsáveis pelos danos ambientais: os países desenvolvidos. Com isso, estabeleceu-se uma espécie de pacto entre os países: responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Bonito na teoria, na hora da prática é que o bicho pega.
O Protocolo de Kyoto é emblemático. Aprovado em dezembro de 1999, no Japão, estabelece cotas máximas e planos de redução de emissão de gases de efeito estufa para os países ricos. Os EUA, maior poluidor do mundo, jogaram água no chope e se recusaram a assinar o documento.
A ação de ONGs sediadas nos EUA e na Europa também expressa interesses dos países centrais encobertos pelo manto da defesa do meio ambiente. Entidades como o Greenpeace e a WWF, por exemplo, posam de campeãs de defesa ambiental, mas na prática fazem o jogo dos países ricos.
Dois exemplos sintomáticos: a campanha contra a atualização do Código Florestal brasileiro e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Tanto em um caso como em outro, essas Ongs têm postura perniciosa e contrárias à soberania do país para construir o seu desenvolvimento.
Por isso, ao celebrar-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, é fundamental resgatar o conceito de Desenvolvimento Sustentável. Por esse conceito, devemos compatibilizar a necessidade estratégica de o país desenvolver-se de forma duradoura sem se descuidar do meio ambiente.
Criar falsos antagonismos entre crescimento econômico e meio ambiente é militar contra os interesses maiores da nação e do seu povo. Um país de dimensões continentais como o Brasil, com 190 milhões de habitantes, não pode dar-se ao luxo de abrir mão do desenvolvimento.
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