sábado, 18 de julho de 2009

A bola rola

Os times de futebol que se destacam no Brasil acabam sendo sacrificados pela superposição de disputas. É Brasileirão, Libertadores, Copa Brasil, Sul-Americana, tudo no mesmo período. Os times jogam com reservas no Brasileirão e se distanciam dos líderes, se distanciam tanto que às vezes não tem retorno.
Se faturam um título, como o Corinthians, tem até compensação, mas se perdem, como o Internacional e o Cruzeiro, o prejuízo vem em dose dupla. O Cruzeiro, vice da Libertadores, está lá embaixo no Brasileirão, o que não corresponde a lógica do futebol.
E tudo pode piorar. Se o Timão ganhar neste domingo no Mineirão, além de perder a Libertadores o Cruzeiro perde o rumo de casa.
Mas jogão mesmo deve ser o centenário do Grenal. O Grêmio faturou bem em cima do Corinthians, mas em seguida perdeu do Coritiba. Já o Internacional alterna bons e maus resultados.
Surpresa mesmo é a sucessão de vitórias do Palmeiras. Se a brincadeira prosseguir, caberá, uma vez mais, ao Timão dar um chega prá lá nos caras, no próximo domingo, em Presidente Prudente.

Ciro incomoda os tucanos

Ninguém chuta cachorro morto. A ira dos tucanos paulistas com o deputado Ciro Gomes é prova de que o cara é uma pedra no sapato do PSDB. Se o bicho for candidato ao governo de São Paulo, podem escrever, a barafunda está garantida, é demônio no meio da procissão.

CTB Londrina

Participei neste sábado de uma plenária com companheiros sindicalistas de Londrina, boa parte deles empenhada na estruturação da CTB na região. Londrina é a segunda cidade em importância do Paraná, a terceira mais populosa da região sul do país e estratégica para garantir a representatividade da CTB na terra das araucárias.
O saldo da reunião foi a constituição de uma coordenação da CTB/Londrina. Tarefa mais imediata: filiar sindicatos e construir núcleos de base da central. Para filiar, dois sindicatos na mira: professores e agentes penitenciários.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mídia irritada

Nessas últimas semanas, boa parte da mídia brasileira volta a atacar com ferocidade o governo Lula e adjacências. A Eliane Cantanhede, em artigo da Folha, é reveladora: ela diz que só tem CPI devido à imprensa, por que se depender da oposição, choraminga, não sai nada.

Toda essa movimentação tem como pano de fundo a sucessão presidencial. Prestígio de Lula em alta, Dilma crescendo e o arraial dos tucanos dividido. Ontem, por exemplo, o enigmático jogo do Ciro Gomes com o Aécio fragiliza as pretensões de Serra. Ciro é do tipo faço acordo com qualquer um, desde que o adversário seja o Serra.

Essa marola toda indica que há um caminho traçado - o de Dilma - e um ainda em construção - o da oposição. Não parece claro que Serra já tenha ganho a parada. Ele pode até, como já se especulou, reorientar suas ambições no sentido da reeleição em São Paulo. Ele precisa de um apoio forte, consistente e sério de Aécio para se aventurar na eleição presidencial. Os movimentos erráticos de Aécio, inclusive esses afagos com Ciro Gomes, podem sugerir que, uma vez mais, o governador mineiro possa fazer cara de paisagem se não for ele o ungido para o pleito presidencial.

Mas tudo são especulações. Estamos ainda no, permitam-me a expressão, prolegômeno da disputa. A artilharia pesada da mídia é um sério indicativo de que as forças conservadoras não estão para brincadeira, embora estejam ainda mal na foto. Eles não jogam a toalha e apostam até os 45 minutos do segundo tempo para trincar a blindagem de Lula e abrir caminho para o retorno conservador. Essa é a luta política da vez.

Mídia irritada

Nessas últimas semanas, boa parte da mídia brasileira volta a atacar com ferocidade o governo Lula e adjacências. A Eliane Cantanhede, em artigo da Folha, é reveladora: ela diz que só tem CPI devido à imprensa, por que se depender da oposição, choraminga, não sai nada.

Toda essa movimentação tem como pano de fundo a sucessão presidencial. Prestígio de Lula em alta, Dilma crescendo e o arraial dos tucanos dividido. Ontem, por exemplo, o enigmático jogo do Ciro Gomes com o Aécio fragiliza as pretensões de Serra. Ciro é do tipo faço acordo com qualquer um, desde que o adversário seja o Serra.

Essa marola toda indica que há um caminho traçado - o de Dilma - e um ainda em construção - o da oposição. Não parece claro que Serra já tenha ganho a parada. Ele pode até, como já se especulou, reorientar suas ambições no sentido da reeleição em São Paulo. Ele precisa de um apoio forte, consistente e sério de Aécio para se aventurar na eleição presidencial. Os movimentos erráticos de Aécio, inclusive esses afagos com Ciro Gomes, podem sugerir que, uma vez mais, o governador mineiro possa fazer cara de paisagem se não for ele o ungido para o pleito presidencial.

Mas tudo são especulações. Estamos ainda no, permitam-me a expressão, prolegômeno da disputa. A artilharia pesada da mídia é um sério indicativo de que as forças conservadoras não estão para brincadeira, embora estejam ainda mal na foto. Eles não jogam a toalha e apostam até os 45 minutos do segundo tempo para trincar a blindagem de Lula e abrir caminho para o retorno conservador. Essa é a luta política da vez.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Barraco mineiro


A torcida ("hinchas") do Estudiantes faz carreata na Argentina com uma bandeira do Atlético Mineiro bem na frente do Trio Elétrico. Metade de Minas está rindo à toa com a tragédia cruzeirense.

Direita, volver?

Depois do golpe direitista de honduras, vozes agourentas já preveem uma reversão no quadro político hondurenho. O editor de opiniões do Washington Post disse, posando de dialético, que no governo conservador de Bush a esquerda deitou e rolou na América Latina e, agora, com o governo mais "progressista" do Obama, chegou a hora e a vez da direita. Será?

Azulão amarelou!


Pela enésima vez um time de futebol do Brasil amarela diante dos argentinos. O Cruzeiro ontem foi a bola da vez. Confirma-se a escrita: o Brasil vai bem com a Argentina no atacado (confronto entre as seleções) e vai mal no varejo (com os times). A amarelada do Cruzeiro acendeu a luz alerta para o Corinthians, que no seu centenário, o ano que vem, quer a Libertadores como o presente do século. Para tanto, não pode tremer como o Cruzeiro na noite de ontem, diante de Verón e a turma dos Estudiantes.
E os tucanos pé frios como testemunhas (Serra e Aécio viram o jogo da tribuna e amargaram uma premonitória derrota). A deles, em 2010, e a do time do governador mineiro.

Barraco mineiro


A torcida ("hinchas") do Estudiantes faz carreata na Argentina com uma bandeira do Atlético Mineiro bem na frente do Trio Elétrico. Metade de Minas está rindo à toa com a tragédia cruzeirense.

Direita, volver?

Depois do golpe direitista de honduras, vozes agourentas já preveem uma reversão no quadro político hondurenho. O editor de opiniões do Washington Post disse, posando de dialético, que no governo conservador de Bush a esquerda deitou e rolou na América Latina e, agora, com o governo mais "progressista" do Obama, chegou a hora e a vez da direita. Será?

Azulão amarelou!


Pela enésima vez um time de futebol do Brasil amarela diante dos argentinos. O Cruzeiro ontem foi a bola da vez. Confirma-se a escrita: o Brasil vai bem com a Argentina no atacado (confronto entre as seleções) e vai mal no varejo (com os times). A amarelada do Cruzeiro acendeu a luz alerta para o Corinthians, que no seu centenário, o ano que vem, quer a Libertadores como o presente do século. Para tanto, não pode tremer como o Cruzeiro na noite de ontem, diante de Verón e a turma dos Estudiantes.
E os tucanos pé frios como testemunhas (Serra e Aécio viram o jogo da tribuna e amargaram uma premonitória derrota). A deles, em 2010, e a do time do governador mineiro.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Todos contra o golpe em Honduras?

1. Em Honduras há uma base militar dos EUA, com 600 integrantes. Esse pessoal, segundo consta, é responsável pela formação dos oficiais hondurenhos, os mesmos que sequestraram o presidente constitucional;
2. O Embaixador dos EUA em Honduras é o mesmo que, saiu na imprensa, esteve envolvido no golpe derrotado que depôs o presidente Hugo Cháves;
3. Jornais noticiam que ex-colaboradores de Bill Clinton e sua mulher assessoram o presidente "de facto" de Honduras; a assessoria é para melhorar a imagem do cara;
4. A negociação para uma saída pacífica do golpe, intermediada pelo presidente da Costa Rica, tratou o presidente deposto e o golpista igualitariamente; na prática, favoreceu o golpista;
5. O tempo passa e o golpe, de forma lenta, gradual e segura, parece que se consolida. Se se consolidar, o aparente repúdio geral ao golpe não terá encontrado formas eficazes de restabelecer a democracia hondurenha e o "novo" papel dos EUA, não apoiando publicamente os golpistas, terá sido para inglês ver.
6. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela, que já contabiliza mortes e assassinatos, mas que, aos poucos, perde audiência. O tempo joga água no moinho dos golpistas.

Todos contra o golpe em Honduras?

1. Em Honduras há uma base militar dos EUA, com 600 integrantes. Esse pessoal, segundo consta, é responsável pela formação dos oficiais hondurenhos, os mesmos que sequestraram o presidente constitucional;
2. O Embaixador dos EUA em Honduras é o mesmo que, saiu na imprensa, esteve envolvido no golpe derrotado que depôs o presidente Hugo Cháves;
3. Jornais noticiam que ex-colaboradores de Bill Clinton e sua mulher assessoram o presidente "de facto" de Honduras; a assessoria é para melhorar a imagem do cara;
4. A negociação para uma saída pacífica do golpe, intermediada pelo presidente da Costa Rica, tratou o presidente deposto e o golpista igualitariamente; na prática, favoreceu o golpista;
5. O tempo passa e o golpe, de forma lenta, gradual e segura, parece que se consolida. Se se consolidar, o aparente repúdio geral ao golpe não terá encontrado formas eficazes de restabelecer a democracia hondurenha e o "novo" papel dos EUA, não apoiando publicamente os golpistas, terá sido para inglês ver.
6. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela, que já contabiliza mortes e assassinatos, mas que, aos poucos, perde audiência. O tempo joga água no moinho dos golpistas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo, como se sabe, é uma patologia na qual a pessoa vítima de sequestro acaba se afeiçoando com o sequestrador. Algo parecido acontece com aqueles que metem o pau na mídia e acabam, sem querer, sendo pautados por ela.

Um exemplo: a isca da vez é o Sarney, o anzol de sempre é fraturar a aliança pró-Lula em 2010. A direita e a mídia a seu serviço sempre esgrimem a bandeira da ética e da moralidade para mascarar a ausência de programa alternativo. Usam luva de pelica nos argumentos para mostrar tudo, menos o essencial: querem o conservadorismo de volta e usam a crítica moral como caminho. Quem quiser que pague o preço alto desse gato, já que não há lebre no pedaço.

O baião de dois do Serra

Uma nota aqui, um comentário acolá, e a teoria da conspiração começa a ganhar corpo: o papo rola em círculos menores, mas a hipótese de o Serra se candidatar à reeleição em 2010 já não é absurda.
Pragmático, ele poderia adotar a tese "não troque o certo pelo duvidoso". Há quem ache, no poleiro tucano, que o Aécio tem maior potencial de expansão, pela capacidade de desarrumar a frente ampla anti-paulista.
E também é jovem, pode administrar uma derrota, uma situação impensável para o governador paulista.

Brasileirão

O salto alto e a dupla ausência na zaga abriram espaço para a surra que o Grêmio deu no Corinthians. Vitória incontestável! O Santos, por seu lado, foi linchado no Barradão, deu dó. O Inter parece que redigiu a sua ata com viés de baixa. O Cruzeiro pode ser campeão da Libertadores e voltar com a corda toda. São Paulo não decolou e o Palmeiras vai passar pela prova dos nove quando enfrentar um time forte com o seu técnico interino.
Tudo somado, o Brasileirão está bastante equilibrado: o título deve ficar com um desses times: Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Grêmio, Inter, ou um dos três paulistas (o Santos não tem chance). O Corinthians tem tudo para faturar a tríplice coroa, mas precisa provar que não entrou em férias antecipadas.

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo, como se sabe, é uma patologia na qual a pessoa vítima de sequestro acaba se afeiçoando com o sequestrador. Algo parecido acontece com aqueles que metem o pau na mídia e acabam, sem querer, sendo pautados por ela.

Um exemplo: a isca da vez é o Sarney, o anzol de sempre é fraturar a aliança pró-Lula em 2010. A direita e a mídia a seu serviço sempre esgrimem a bandeira da ética e da moralidade para mascarar a ausência de programa alternativo. Usam luva de pelica nos argumentos para mostrar tudo, menos o essencial: querem o conservadorismo de volta e usam a crítica moral como caminho. Quem quiser que pague o preço alto desse gato, já que não há lebre no pedaço.

O baião de dois do Serra

Uma nota aqui, um comentário acolá, e a teoria da conspiração começa a ganhar corpo: o papo rola em círculos menores, mas a hipótese de o Serra se candidatar à reeleição em 2010 já não é absurda.
Pragmático, ele poderia adotar a tese "não troque o certo pelo duvidoso". Há quem ache, no poleiro tucano, que o Aécio tem maior potencial de expansão, pela capacidade de desarrumar a frente ampla anti-paulista.
E também é jovem, pode administrar uma derrota, uma situação impensável para o governador paulista.

Brasileirão

O salto alto e a dupla ausência na zaga abriram espaço para a surra que o Grêmio deu no Corinthians. Vitória incontestável! O Santos, por seu lado, foi linchado no Barradão, deu dó. O Inter parece que redigiu a sua ata com viés de baixa. O Cruzeiro pode ser campeão da Libertadores e voltar com a corda toda. São Paulo não decolou e o Palmeiras vai passar pela prova dos nove quando enfrentar um time forte com o seu técnico interino.
Tudo somado, o Brasileirão está bastante equilibrado: o título deve ficar com um desses times: Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Grêmio, Inter, ou um dos três paulistas (o Santos não tem chance). O Corinthians tem tudo para faturar a tríplice coroa, mas precisa provar que não entrou em férias antecipadas.