sexta-feira, 13 de março de 2009

PCdoB de Osasco com nova sede

Um representativo evento político marcou a inauguração da nova sede do PCdoB de Osasco, importante município da Grande São Paulo. Prestigiaram o evento o prefeito da cidade, Emídio de Souza, o senador Aloísio Mercadante, a presidente do PCdoB/SP, Nádia Campeão, o presidente da Câmara Municipal de Osasco e diversos vereadores, sindicalistas, além de lideranças juvenis e da União de Aposentados de Osasco. Na oportunidade, filiou-se ao PCdoB Carlos Alberto Quissi, o Carlão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes de Cargas de Osasco e Região. Coube a mim a honra de abonar a filiação.

Um dado interessante foi o seguinte: ao se aproximar as eleições, o PT se derrama em elogios ao PCdoB, fala de alianças históricas e estratégicas e da necessidade de fortalecer a unidade da esquerda. De quebra, criticam a Fiesp (tudo a ver com a provável candidatura ao governo de São Paulo de Paulo Skaf, presidente dessa poderosa organização empresarial).

A propósito, Mercadante lançou publicamente o seu apoio à candidadura do prefeito de Osasco, Emídio, ao governo de São Paulo. A disputa interna petista está dada.

Contag se desfilia da CUT

Recebi neste momento a informação de que o 10º Congresso da Contag aprovou a desfiliação da CUT. O resultado da votação foi 1.440 votos (56,5%) pela desfiliação e 1109 (43,5%) pela manutenção da filiação à CUT. Essa proposta foi defendida pelas federações filiadas à CTB e que, em nome da unidade da Contag, esta deveria permanecer independente, para expressar com maior fidelidade sua composição plural.

A Contag tem 27 federações estaduais, 4 mil sindicatos de base e representa 20 milhões de trabalhadores rurais.

Fonte: Portal da CTB. (www.portalctb.org.br)

PCdoB de Osasco com nova sede

Um representativo evento político marcou a inauguração da nova sede do PCdoB de Osasco, importante município da Grande São Paulo. Prestigiaram o evento o prefeito da cidade, Emídio de Souza, o senador Aloísio Mercadante, a presidente do PCdoB/SP, Nádia Campeão, o presidente da Câmara Municipal de Osasco e diversos vereadores, sindicalistas, além de lideranças juvenis e da União de Aposentados de Osasco. Na oportunidade, filiou-se ao PCdoB Carlos Alberto Quissi, o Carlão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes de Cargas de Osasco e Região. Coube a mim a honra de abonar a filiação.

Um dado interessante foi o seguinte: ao se aproximar as eleições, o PT se derrama em elogios ao PCdoB, fala de alianças históricas e estratégicas e da necessidade de fortalecer a unidade da esquerda. De quebra, criticam a Fiesp (tudo a ver com a provável candidatura ao governo de São Paulo de Paulo Skaf, presidente dessa poderosa organização empresarial).

A propósito, Mercadante lançou publicamente o seu apoio à candidadura do prefeito de Osasco, Emídio, ao governo de São Paulo. A disputa interna petista está dada.

Contag se desfilia da CUT

Recebi neste momento a informação de que o 10º Congresso da Contag aprovou a desfiliação da CUT. O resultado da votação foi 1.440 votos (56,5%) pela desfiliação e 1109 (43,5%) pela manutenção da filiação à CUT. Essa proposta foi defendida pelas federações filiadas à CTB e que, em nome da unidade da Contag, esta deveria permanecer independente, para expressar com maior fidelidade sua composição plural.

A Contag tem 27 federações estaduais, 4 mil sindicatos de base e representa 20 milhões de trabalhadores rurais.

Fonte: Portal da CTB. (www.portalctb.org.br)

Táticas ofensivas e táticas defensivas


Depois de um longo e tenebroso inverno, verão, outono e primavera, eis que senão quando, ressurge o meu amigo Tisiu, honrando-me com seus comentários sempre meticulos a respeito das minhas sopas de letrinhas.


Direto das ruas de Sapopemba, o Tisiu relança com força a tese justa da redução da jornada de trabalho, imperativo diante do aumento da produtividade, das inovações tecnológicas etc. e tal. Há estudos, inclusive, que a jornada semanal de trabalho hoje deveria ser de 20 horas semanais, para se compatibilizar com o grau dedesenvolvimento produtivo que a humanidade alcançou. Até os relógios de ponto de hoje são digitais, diferentes desse antigão da foto.


Tudo isso é verdade, mas a luta pela redução da jornada de trabalho é uma luta de classes, e toda luta de classes é uma luta política e toda luta política depende da conjuntura e da correlação de forças. Certo?


Se isso é certo, igualmente certo é que em conjunturas de retração econômica, desemprego, crise, a tática do movimento sindical é defensiva, luta para manter conquistas e direitos diante dos ataques patronais.


Em conjunturas mais favoráveis, a tática sofre flexões e se parte para maior ousadia, a ousadia de ampliar direitos. O núcleo da luta, na atual conjuntura, deve ser a de preservação do emprego, e a preservação de emprego passa pelas chamadas medidas anticíclicas - para ficarmos no terreno do capitalismo - que revertam a desaceleração econômica (mais investimentos, mais créditos, mais consumo, mais produção, menos juros e spreads bancários, etc.). A redução da jornada também se insere no leque de medidas indutoras do emprego e deve ser bandeira permanente do sindicalismo.


Embora seja difícil mesmo uma pequena diminuição - a PEC em tramitação no Congresso fala em 40 horas semanais - eu soube que, em uma reunião recente, Lula pediu à sua base que aprove a redução. Vamos ver!

Frisson

Frisson no ninho dos tucanos. Aécio Neves vai à luta pelas prévias, tudo o que Serra não queria. Os Democratas, pragmáticos, reunidos em São Paulo nesta quinta-feira, resolveram assistir no muro a briga no poleiro dos tucanos: declaram-se neutros os até então serristas desde criancinhas.

Para desespero de FHC, o samba-enredo do PSDB não é um samba de uma nota só. A divisão é o caminho mais curto para a derrota, conforme ensinam os mestres da política. Viva a divisão do PSDB!

Mercado de Trabalho

Ontem, o Dieese apresentou um balanço das negociações salariais de 2008 e apontou que 88% dos acordos e convenções coletivas recuperaram, pelo menos, as perdas inflacionárias. Este percentual é igual ao de 2005 e inferior aos anos de 2006 e 2007.

Para os técnicos do Dieese, o último trimestre de 2008 não foi impactado pela crise, na medida em que boa parte das categorias obteve aumento real. Essa é uma face da moeda. Acredito que o Dieese precisa agregar outras variáveis em suas análises, para dar maior consistência aos estudos.

Um exemplo: o IBGE aponta que o nível de emprego na indústria, em janeiro deste ano, recuou 1,3% e a folha de pagamento real caiu 1,2%. A massa salarial, portanto, diminuiu em função do desemprego. Fazer um balanço mais realista, na minha opinião, precisa incorporar a questão do desemprego.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), todo mês 1,2 milhão de trabalhadores são demitidos e número semelhante é contratado. Em 2008, houve 14 milhões de demissões no país e a concessão de 6,3 milhões de seguro-desemprego.

A discrepância entre os números tem uma explicação: para a obtenção do seguro-desemprego exige-se seis meses de trabalho, e o benefício só é concedido uma vez a cada 16 meses. O Brasil tem uma rotatividade de trabalho altíssima. Com isso, os ganhos reais de salários podem ser subtraídos pela rotatividade, e isso nem sempre é captado pelo balanço das negociações salariais.

Tudo isso sem contar que os salários perdem a corrida para a elevação do PIB. A economia cresceu nos últimos anos em torno de 5% e os aumentos reais ficam, na maioria das vezes, na faixa até 2%. A manutenção dessa tendência provoca retração do trabalho versus o capital na repartição da renda nacional.

Em sentido inverso, a política de valorização do salário mínimo, que repõe as perdas inflacionárias e acrescenta a elevação do PIB de dois anos atrás, tem, de fato, um poderoso efeito redistributivo de renda, em benefício de milhões de brasileiros. Talvez seja essa a melhor política social do governo, superando até a bolsa-família (mas isso requer maiores estudos para comprovação empírica).

Táticas ofensivas e táticas defensivas


Depois de um longo e tenebroso inverno, verão, outono e primavera, eis que senão quando, ressurge o meu amigo Tisiu, honrando-me com seus comentários sempre meticulos a respeito das minhas sopas de letrinhas.


Direto das ruas de Sapopemba, o Tisiu relança com força a tese justa da redução da jornada de trabalho, imperativo diante do aumento da produtividade, das inovações tecnológicas etc. e tal. Há estudos, inclusive, que a jornada semanal de trabalho hoje deveria ser de 20 horas semanais, para se compatibilizar com o grau dedesenvolvimento produtivo que a humanidade alcançou. Até os relógios de ponto de hoje são digitais, diferentes desse antigão da foto.


Tudo isso é verdade, mas a luta pela redução da jornada de trabalho é uma luta de classes, e toda luta de classes é uma luta política e toda luta política depende da conjuntura e da correlação de forças. Certo?


Se isso é certo, igualmente certo é que em conjunturas de retração econômica, desemprego, crise, a tática do movimento sindical é defensiva, luta para manter conquistas e direitos diante dos ataques patronais.


Em conjunturas mais favoráveis, a tática sofre flexões e se parte para maior ousadia, a ousadia de ampliar direitos. O núcleo da luta, na atual conjuntura, deve ser a de preservação do emprego, e a preservação de emprego passa pelas chamadas medidas anticíclicas - para ficarmos no terreno do capitalismo - que revertam a desaceleração econômica (mais investimentos, mais créditos, mais consumo, mais produção, menos juros e spreads bancários, etc.). A redução da jornada também se insere no leque de medidas indutoras do emprego e deve ser bandeira permanente do sindicalismo.


Embora seja difícil mesmo uma pequena diminuição - a PEC em tramitação no Congresso fala em 40 horas semanais - eu soube que, em uma reunião recente, Lula pediu à sua base que aprove a redução. Vamos ver!

Frisson

Frisson no ninho dos tucanos. Aécio Neves vai à luta pelas prévias, tudo o que Serra não queria. Os Democratas, pragmáticos, reunidos em São Paulo nesta quinta-feira, resolveram assistir no muro a briga no poleiro dos tucanos: declaram-se neutros os até então serristas desde criancinhas.

Para desespero de FHC, o samba-enredo do PSDB não é um samba de uma nota só. A divisão é o caminho mais curto para a derrota, conforme ensinam os mestres da política. Viva a divisão do PSDB!

Mercado de Trabalho

Ontem, o Dieese apresentou um balanço das negociações salariais de 2008 e apontou que 88% dos acordos e convenções coletivas recuperaram, pelo menos, as perdas inflacionárias. Este percentual é igual ao de 2005 e inferior aos anos de 2006 e 2007.

Para os técnicos do Dieese, o último trimestre de 2008 não foi impactado pela crise, na medida em que boa parte das categorias obteve aumento real. Essa é uma face da moeda. Acredito que o Dieese precisa agregar outras variáveis em suas análises, para dar maior consistência aos estudos.

Um exemplo: o IBGE aponta que o nível de emprego na indústria, em janeiro deste ano, recuou 1,3% e a folha de pagamento real caiu 1,2%. A massa salarial, portanto, diminuiu em função do desemprego. Fazer um balanço mais realista, na minha opinião, precisa incorporar a questão do desemprego.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), todo mês 1,2 milhão de trabalhadores são demitidos e número semelhante é contratado. Em 2008, houve 14 milhões de demissões no país e a concessão de 6,3 milhões de seguro-desemprego.

A discrepância entre os números tem uma explicação: para a obtenção do seguro-desemprego exige-se seis meses de trabalho, e o benefício só é concedido uma vez a cada 16 meses. O Brasil tem uma rotatividade de trabalho altíssima. Com isso, os ganhos reais de salários podem ser subtraídos pela rotatividade, e isso nem sempre é captado pelo balanço das negociações salariais.

Tudo isso sem contar que os salários perdem a corrida para a elevação do PIB. A economia cresceu nos últimos anos em torno de 5% e os aumentos reais ficam, na maioria das vezes, na faixa até 2%. A manutenção dessa tendência provoca retração do trabalho versus o capital na repartição da renda nacional.

Em sentido inverso, a política de valorização do salário mínimo, que repõe as perdas inflacionárias e acrescenta a elevação do PIB de dois anos atrás, tem, de fato, um poderoso efeito redistributivo de renda, em benefício de milhões de brasileiros. Talvez seja essa a melhor política social do governo, superando até a bolsa-família (mas isso requer maiores estudos para comprovação empírica).

quinta-feira, 12 de março de 2009

Desemprego


Desde 1995 a Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, realiza pesquisas mensais sobre a situação do emprego na indústria paulista.
De outubro de 2007 a fevereiro de 2008 foram eliminadas 236,5 mil vagas (diferença entre demissões e contratações). O mês de fevereiro foi o pior de toda a história.
A notícia é péssima, mas a direção da Fiesp, a partir dos indicadores industriais paulistas, afirma que a partir de março haverá uma pequena reversão.
Os dados do PIB do último trimestre de 2008 jogam mais incertezas no cenário. Numa situação como essa, a prioridade das prioridades é a defesa do emprego.

Desemprego


Desde 1995 a Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, realiza pesquisas mensais sobre a situação do emprego na indústria paulista.
De outubro de 2007 a fevereiro de 2008 foram eliminadas 236,5 mil vagas (diferença entre demissões e contratações). O mês de fevereiro foi o pior de toda a história.
A notícia é péssima, mas a direção da Fiesp, a partir dos indicadores industriais paulistas, afirma que a partir de março haverá uma pequena reversão.
Os dados do PIB do último trimestre de 2008 jogam mais incertezas no cenário. Numa situação como essa, a prioridade das prioridades é a defesa do emprego.

quarta-feira, 11 de março de 2009

10 drops!

1. 1,5% de corte nos juros, no atual contexto, foi uma medida tímida. Se o remédio chega tarde, o doente pode morrer.
2. Último trimestre de 2008 o PIB desabou. É uma tendência irreversível ou em 2009 dá para recuperar? Não há consenso entre os economistas, mas em uma coisa todos concordam: 2009 o PIB deve gravitar perto do chão.
3. Mais um gol do Ronaldo, para desespero dos catastrofistas que o julgavam morto para o futebol. A única crítica que se pode fazer ao cara é o privilégio que ele dá à Globo. Participa de todos os programas da emissora dos Marinhos e boicota as outras... Aí não dá!
4. Passou na TV. Diversas barracas de sem-teto ocupam o cenário nos EUA. O país mais rico do mundo mostra que o capitalismo é o, como diriam os mestres, o regime da acumulação: acumula riqueza de um lado e miséria do outro.
5. As manchetes dos jornais falando da queda do PIB pareciam orgasmos prolongados da malta conservadora que quer a qualquer preço interromper o ciclo de mudanças no país.
6. Essa confusão na economia pode ter, pelo menos, um efeito positivo: defenestrar uma determinada pré-candidatura ao governo de São Paulo.
7. Na última reunião da direção nacional do PCdoB, uma questão ganhou relevância: na crise, a questão-chave é a defesa do emprego. Não dá para enfileirar uma sequência interminável de reivindicações com a atual contração econômica. "Segure tudo o que for conquistado, segure tudo o que não for demais...", como ensina o mestre Martinho da Vila. (A propósito, perdi a maior boca livre do ano: a festa de 70 anos do Martinho na Escola de Samba de Vila Isabel. O Deputado Federal Edmílson Valentim e a presidente do PCdoB carioca, Ana Rocha, disseram que tinha um camarote reservado e eu não apareci!).
8. Sexta-feira o 10º Congresso da Contag toma a mais importante decisão: desfilia ou não da CUT?
9.A Câmara Federal, para homenager as mulheres, realizou ato em seu salão nobre hoje. Gilse Consenza foi uma das laureadas com diploma. Depois de um bom tempo tive a oportunidade de revê-la!
10. O Serra torra cada vez mais grana com publicidade, a mídia esconde as mazelas dos tucanos, o problema maior dessa turma é a briga com o Aécio e todos (eles) torcem para ver se a crise crie fissuras na blindagem da popularidade do presidente.

10 drops!

1. 1,5% de corte nos juros, no atual contexto, foi uma medida tímida. Se o remédio chega tarde, o doente pode morrer.
2. Último trimestre de 2008 o PIB desabou. É uma tendência irreversível ou em 2009 dá para recuperar? Não há consenso entre os economistas, mas em uma coisa todos concordam: 2009 o PIB deve gravitar perto do chão.
3. Mais um gol do Ronaldo, para desespero dos catastrofistas que o julgavam morto para o futebol. A única crítica que se pode fazer ao cara é o privilégio que ele dá à Globo. Participa de todos os programas da emissora dos Marinhos e boicota as outras... Aí não dá!
4. Passou na TV. Diversas barracas de sem-teto ocupam o cenário nos EUA. O país mais rico do mundo mostra que o capitalismo é o, como diriam os mestres, o regime da acumulação: acumula riqueza de um lado e miséria do outro.
5. As manchetes dos jornais falando da queda do PIB pareciam orgasmos prolongados da malta conservadora que quer a qualquer preço interromper o ciclo de mudanças no país.
6. Essa confusão na economia pode ter, pelo menos, um efeito positivo: defenestrar uma determinada pré-candidatura ao governo de São Paulo.
7. Na última reunião da direção nacional do PCdoB, uma questão ganhou relevância: na crise, a questão-chave é a defesa do emprego. Não dá para enfileirar uma sequência interminável de reivindicações com a atual contração econômica. "Segure tudo o que for conquistado, segure tudo o que não for demais...", como ensina o mestre Martinho da Vila. (A propósito, perdi a maior boca livre do ano: a festa de 70 anos do Martinho na Escola de Samba de Vila Isabel. O Deputado Federal Edmílson Valentim e a presidente do PCdoB carioca, Ana Rocha, disseram que tinha um camarote reservado e eu não apareci!).
8. Sexta-feira o 10º Congresso da Contag toma a mais importante decisão: desfilia ou não da CUT?
9.A Câmara Federal, para homenager as mulheres, realizou ato em seu salão nobre hoje. Gilse Consenza foi uma das laureadas com diploma. Depois de um bom tempo tive a oportunidade de revê-la!
10. O Serra torra cada vez mais grana com publicidade, a mídia esconde as mazelas dos tucanos, o problema maior dessa turma é a briga com o Aécio e todos (eles) torcem para ver se a crise crie fissuras na blindagem da popularidade do presidente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Xô, obscurantismo!!!

Recebi de minha amiga Gilda de Almeida o cordel abaixo:

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Miguezim de Princesa

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
Mas o bispo Dom José,Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão

Dia Nacional de Luta


Cinco centrais sindicais (CTB, Força Sindical, CGTB, NCST e UGT) aprovaram a realização de um dia nacional de lutas em defesa do emprego, dos direitos e do desenvolvimento. A data marcada foi o dia 30 de março, segunda-feira.A CUT não enviou representante mas, por telefone, se comprometeu com a manifestação.
As centrais decidiram convocar uma plenária com representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais para definir o caráter, o conteúdo do ato e outras questões ligadas ao dia de luta.

10º Congresso da Contag


Começa hoje, dia 10, e vai até 14 de março, o 10º Congresso da Contag. O evento se realiza no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e deve contar com a participação de cerca de 3 mil delegados.
O temário do Congresso vai discutir a conjuntura, o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS), questões temáticas, relações com as centrais sindicais e eleição da nova direção.
A chapa única, fruto de uma ampla composição das correntes internas da Contag, é encabeçada por Alberto Broch, atual vice-presidente da entidade e vinculado à FETAG/RS.

Copom


Nesta semana haverá definição da nova taxa básica de juros (a Selic). Há quase um consenso nacional de que os juros no Brasil devem baixar - e muito! - para mitigar os graves efeitos da crise econômica.
Com o crédito escasso, o dinheiro caro e a retração econômica, é o único remédio possívelo de ser aplicado na economia brasileira.
E aí, Dr. Meirelles, vai baixar ou não? os chamados analistas especulam até em um rebaixamento de 1,5%, o que seria bom. O movimento sindical dos trabalhadores coloca essa bandeira no centro de sua luta pela preservação do emprego. A palavra de ordem é:
MENOS JUROS MAIS DESENVOLVIMENTO!

Sucessão paulista

Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckmin, Serra. Esse condomínio mdb/pmdb/psdb governa o Estado de São Paulo desde 1983. A era tucana propriamente dita começou em 1995. Covas dizia que ia fazer duas coisas: saneamento financeiro e reengenharia do estado.

O resultado todos sabemos: privatização em larga escala (Banespa, elétricas, Fepasa, Comgás, etc), crescimento exponencial da dívida, demissões e arrocho no funcionalismo e nas empresas estatais remanescentes, ajustes fiscais permanentes em prejuízo do desenvolvimento estadual e da justiça social.

Alckmin seguiu a mesma linha. Dizia que Covas tinha feito a lição de casa e o negócio era fazer o que ele chamava de "ajuste fino". Tudo apoiado na lógica neoliberal da diminuição do tamanho do estado, déficit zero, contração fiscal e pouco investimento.

Com Serra, há uma espécie de perpetuação do reinado tucano no estado. O poderoso apoio da mídia e da elite paulista, a confluência de um apoio quase que institucional aos tucanos paulistas (judiciário, ministério público, burocracia universitária) fazem do estado o principal reduto da oposição conservadora ao governo Lula.

Partidariamente, além do PSDB, DEM, PPS, PTB e outros partidos menores, Serra atraiu para o seu campo a corrente peemedebista liderada por Quércia. Com isso, forma-se uma ampla coalisão de centro-direita, em princípio favorita para as próximas eleições para o governo estadual.

Essa frente tem os seus problemas: o PMDB de Michel Temer, por exemplo, pode migrar para o campo do governo Lula. A escolha do candidato a governador pode abrir fissuras no ninho dos tucanos: Alckmin pode ter feito acordo com o Serra para ser candidato, mas isso depende dos desdobramentos da briga nacional do governador paulista com o Aécio Neves (sucessão presidencial) e da reunificação do PSDB paulista, fraturado nas eleições municipais.

Do lado da oposição, há dois movimentos em curso. O PT busca um candidato. Parece que Lula quer o Palocci, por ser mais palatável para as elites e para romper a marginalização política e social da esquerda em São Paulo, hoje debilitada nos estratos médios e superiores do estado.

Mas há , dentro do PT, quem teme que os desgastes envolvendo Palocci com o caseiro maculem irremediavelmente sua imagem. Articulam por um nome "novo", fora do figurino tradiconal do petismo paulista. Nessa linha, despontam o ministro da Educação, Fernando Haddad, ou algum prefeito ou ex-prefeito (Emídio, Osasco, ou Pietá, Guarulhos).

O PSB e o PDT articulam uma surpresa: lançar o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, para governador. Tentam levar o PCdoB para essa via, via bloco de esquerda.

As peças estão em movimento. A polarização básica da disputa eleitoral (campo de apoio ao governo Lula versus oposição conservadora) deve prevalecer também em São Paulo. A pergunta é: um ou dois palanques para enfrentar os tucanos paulistas? A resposta ainda não está dada, as escaramuças iniciais estão apenas começando e muita água vai rolar debaixo da ponte.

O pior cego(a) é o que não quer ver


Bilhões de pessoas do mundo inteiro estão erradas. As emissoras de TV e de rádio, jornais, revistas, todos estão jogando dinheiro e tempo fora. O estardalhaço em torno de Ronaldo Fenômeno é uma grande empulhação!
Isso é o que pensa meia dúzia de pessoas que, a despeito de toda evidência, não querem enxergar o óbvio: gordo, enferrujado, fora de forma, baladeiro, com tudo isso, o Fenômeno é o melhor jogador que atua no Brasil. Podem torcer contra ele, rezar para ele quebrar de novo, podem detestar até o time que - inteligentemente - ele escolheu para a nova ressureição. Pode tudo, mas, por favor: caiam na real, sigam o exemplo dos chineses ("procurar a verdade nos fatos") e, em vez de pedras, joguem flores nessa figura única do futebol!

Xô, obscurantismo!!!

Recebi de minha amiga Gilda de Almeida o cordel abaixo:

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Miguezim de Princesa

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
Mas o bispo Dom José,Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão

Dia Nacional de Luta


Cinco centrais sindicais (CTB, Força Sindical, CGTB, NCST e UGT) aprovaram a realização de um dia nacional de lutas em defesa do emprego, dos direitos e do desenvolvimento. A data marcada foi o dia 30 de março, segunda-feira.A CUT não enviou representante mas, por telefone, se comprometeu com a manifestação.
As centrais decidiram convocar uma plenária com representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais para definir o caráter, o conteúdo do ato e outras questões ligadas ao dia de luta.

10º Congresso da Contag


Começa hoje, dia 10, e vai até 14 de março, o 10º Congresso da Contag. O evento se realiza no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e deve contar com a participação de cerca de 3 mil delegados.
O temário do Congresso vai discutir a conjuntura, o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS), questões temáticas, relações com as centrais sindicais e eleição da nova direção.
A chapa única, fruto de uma ampla composição das correntes internas da Contag, é encabeçada por Alberto Broch, atual vice-presidente da entidade e vinculado à FETAG/RS.

Copom


Nesta semana haverá definição da nova taxa básica de juros (a Selic). Há quase um consenso nacional de que os juros no Brasil devem baixar - e muito! - para mitigar os graves efeitos da crise econômica.
Com o crédito escasso, o dinheiro caro e a retração econômica, é o único remédio possívelo de ser aplicado na economia brasileira.
E aí, Dr. Meirelles, vai baixar ou não? os chamados analistas especulam até em um rebaixamento de 1,5%, o que seria bom. O movimento sindical dos trabalhadores coloca essa bandeira no centro de sua luta pela preservação do emprego. A palavra de ordem é:
MENOS JUROS MAIS DESENVOLVIMENTO!

Sucessão paulista

Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckmin, Serra. Esse condomínio mdb/pmdb/psdb governa o Estado de São Paulo desde 1983. A era tucana propriamente dita começou em 1995. Covas dizia que ia fazer duas coisas: saneamento financeiro e reengenharia do estado.

O resultado todos sabemos: privatização em larga escala (Banespa, elétricas, Fepasa, Comgás, etc), crescimento exponencial da dívida, demissões e arrocho no funcionalismo e nas empresas estatais remanescentes, ajustes fiscais permanentes em prejuízo do desenvolvimento estadual e da justiça social.

Alckmin seguiu a mesma linha. Dizia que Covas tinha feito a lição de casa e o negócio era fazer o que ele chamava de "ajuste fino". Tudo apoiado na lógica neoliberal da diminuição do tamanho do estado, déficit zero, contração fiscal e pouco investimento.

Com Serra, há uma espécie de perpetuação do reinado tucano no estado. O poderoso apoio da mídia e da elite paulista, a confluência de um apoio quase que institucional aos tucanos paulistas (judiciário, ministério público, burocracia universitária) fazem do estado o principal reduto da oposição conservadora ao governo Lula.

Partidariamente, além do PSDB, DEM, PPS, PTB e outros partidos menores, Serra atraiu para o seu campo a corrente peemedebista liderada por Quércia. Com isso, forma-se uma ampla coalisão de centro-direita, em princípio favorita para as próximas eleições para o governo estadual.

Essa frente tem os seus problemas: o PMDB de Michel Temer, por exemplo, pode migrar para o campo do governo Lula. A escolha do candidato a governador pode abrir fissuras no ninho dos tucanos: Alckmin pode ter feito acordo com o Serra para ser candidato, mas isso depende dos desdobramentos da briga nacional do governador paulista com o Aécio Neves (sucessão presidencial) e da reunificação do PSDB paulista, fraturado nas eleições municipais.

Do lado da oposição, há dois movimentos em curso. O PT busca um candidato. Parece que Lula quer o Palocci, por ser mais palatável para as elites e para romper a marginalização política e social da esquerda em São Paulo, hoje debilitada nos estratos médios e superiores do estado.

Mas há , dentro do PT, quem teme que os desgastes envolvendo Palocci com o caseiro maculem irremediavelmente sua imagem. Articulam por um nome "novo", fora do figurino tradiconal do petismo paulista. Nessa linha, despontam o ministro da Educação, Fernando Haddad, ou algum prefeito ou ex-prefeito (Emídio, Osasco, ou Pietá, Guarulhos).

O PSB e o PDT articulam uma surpresa: lançar o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, para governador. Tentam levar o PCdoB para essa via, via bloco de esquerda.

As peças estão em movimento. A polarização básica da disputa eleitoral (campo de apoio ao governo Lula versus oposição conservadora) deve prevalecer também em São Paulo. A pergunta é: um ou dois palanques para enfrentar os tucanos paulistas? A resposta ainda não está dada, as escaramuças iniciais estão apenas começando e muita água vai rolar debaixo da ponte.

O pior cego(a) é o que não quer ver


Bilhões de pessoas do mundo inteiro estão erradas. As emissoras de TV e de rádio, jornais, revistas, todos estão jogando dinheiro e tempo fora. O estardalhaço em torno de Ronaldo Fenômeno é uma grande empulhação!
Isso é o que pensa meia dúzia de pessoas que, a despeito de toda evidência, não querem enxergar o óbvio: gordo, enferrujado, fora de forma, baladeiro, com tudo isso, o Fenômeno é o melhor jogador que atua no Brasil. Podem torcer contra ele, rezar para ele quebrar de novo, podem detestar até o time que - inteligentemente - ele escolheu para a nova ressureição. Pode tudo, mas, por favor: caiam na real, sigam o exemplo dos chineses ("procurar a verdade nos fatos") e, em vez de pedras, joguem flores nessa figura única do futebol!

domingo, 8 de março de 2009

Chupa que a cana é doce




Ronaldo Fenômeno arrasou! Contra o maior rival do Timão, o cara não errou uma única jogada. Driblou, passou, cruzou, meteu bola na trave, marcou gol aos 47 do segundo tempo. Para os corintianos foi uma emoção sem par. Para aqueles e aquelas que não entendem de futebol e torceram contra o fenômeno, ficou o exemplo. Viva Ronaldo, viva o Timão!!! "Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, estou feliz..."

Chupa que a cana é doce




Ronaldo Fenômeno arrasou! Contra o maior rival do Timão, o cara não errou uma única jogada. Driblou, passou, cruzou, meteu bola na trave, marcou gol aos 47 do segundo tempo. Para os corintianos foi uma emoção sem par. Para aqueles e aquelas que não entendem de futebol e torceram contra o fenômeno, ficou o exemplo. Viva Ronaldo, viva o Timão!!! "Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, estou feliz..."